São Paulo compra 40% de Thiago Mendes e evita obrigação de vendê-lo
Agora com 80% do volante, diretoria anula cláusula de contrato anterior que previa venda em caso de proposta de R$ 24 milhões; time sofreu isso com Souza em 2015
O São Paulo adquiriu mais 40% dos direitos econômicos de Thiago Mendes, e, assim, se protegeu de ter de passar novamente por uma situação que prejudicou bastante o planejamento de 2015: ser obrigado a vender um jogador importante no elenco por um montante financeiro preestabelecido.
O Tricolor, que já tinha 40% de participação sobre Thiago Mendes, pagou um milhão de euros (R$ 4 milhões) por outros 40% que, desde a época em que o atleta defendia o Goiás, pertenciam à Luppi Participações. A Liga Participações continua com 20% dos direitos.
No contrato anterior, em que o São Paulo dividia com a Luppi partes igualitárias do volante, havia uma cláusula que obrigava o clube a negociá-lo caso recebesse uma proposta no valor de 6 milhões de euros (R$ 24 milhões).
No início de julho deste ano, a diretoria negociou Souza com o Fenerbahçe, da Turquia, por 8 milhões de euros (R$ 27,8 milhões na conversão da época), justamente por uma determinação contratual.
É consenso entre torcedores, dirigentes e comissão técnica, que a saída de Souza foi aquela que mais prejudicou o desempenho da equipe no segundo semestre. O então técnico Juan Carlos Osorio era absolutamente fã do volante. Ironicamente, sua perda acabou abrindo espaço para que Thiago Mendes, outro da preferência do colombiano, saísse da lateral para o meio-campo.
Em sua posição de origem, o ex-jogador do Goiás terminou o Campeonato Brasileiro como o principal destaque do São Paulo. Numa ascensão impressionante, deixou de ser coadjuvante e fez o gol mais importante para, na reta final, levar a equipe à Libertadores, quando acertou chute de muito longe no último lance da partida contra o Figueirense, na penúltima rodada, e assegurou a vitória por 3 a 2 que manteve a quarta colocação na tabela.
A diretoria não pretende negociar Thiago Mendes, pois vê sua presença como fundamental para dar início a uma reformulação de nomes e também de postura no elenco para 2016. Mas enxerga a compra desses 40% como um bom negócio em termos futuros, pois acredita que, agora com 80% de seus direitos, lucrará sobre esse percentual adquirido numa venda.
O volante tem apenas 23 anos, mas não poderá disputar as Olimpíadas, pois completará 24 em 2016 e excederá o prazo permitido para o torneio.
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