Na noite da última sexta-feira, o Conselho Deliberativo do São Paulo se reuniu no Morumbi e decidiu aprovar o pedido de impeachment do presidente Julio Casares, resultando em seu afastamento imediato do cargo. Com essa decisão, surgem perguntas sobre quais serão os próximos passos desse processo. A Gazeta Esportiva apresenta abaixo os detalhes do que está por vir.
Com o afastamento de Casares, cabe a Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, definir uma data para a Assembleia Geral dos Sócios, que representa a última instância do processo de destituição, envolvendo a participação dos associados do clube. Durante esse período, Casares permanecerá afastado de suas atividades até que o resultado da Assembleia seja divulgado. Se os sócios decidirem que ele deve ser afastado definitivamente, a destituição será efetivada. Caso contrário, Casares retornará ao cargo normalmente. Se for destituído, ele perderá o restante de seu mandato, que vai até o fim de 2026, mas continuará como associado e poderá se candidatar a outros cargos em futuras eleições.
Outro aspecto a ser considerado é a possibilidade de Casares renunciar ao cargo, uma vez que seus aliados mencionam que tal decisão pode ocorrer nas próximas horas. Com a saída de Casares, a presidência do clube será assumida interinamente por Harry Massis Júnior, vice-presidente da atual gestão. Conforme estabelece o Estatuto Social do clube, ele ocupará a posição até o final do mandato do presidente destituído, ou seja, até 2026. Massis Júnior, de 80 anos, é empresário e sócio do São Paulo desde 1964, tendo exercido várias funções dentro do clube ao longo dos anos.
No início de sua gestão interina, Massis Júnior enfrentará decisões significativas, que incluem negociações em andamento, como a possível transferência do meio-campista Alisson para o Corinthians. Além disso, ele precisará decidir sobre a estrutura do departamento de futebol, atualmente sob a supervisão de Rui Costa, enquanto Márcio Carlomagno, que é considerado o braço direito de Casares, tem frequentado o CT da Barra Funda, o que levanta questões sobre seu futuro no clube. Massis é visto como uma figura “tranquila e conciliadora” e promete trabalhar para “proteger a instituição” em seu discurso de posse.
O impeachment de Casares se concretizou com a presença de 235 conselheiros na reunião, onde 188 votos foram favoráveis à destituição, 45 votaram contra e houve dois votos em branco. O clima durante a votação foi cordial, apesar da pressão externa, com torcedores do São Paulo protestando nas proximidades do Morumbi em favor do impeachment do presidente. Esse clima de tensão cresceu devido às recentes polêmicas que envolvem Casares, incluindo investigações da Polícia Civil. As principais organizadas do clube, como a Independente e a Dragões da Real, solicitaram a renúncia de Casares antes mesmo do início da votação do impeachment.