O processo que culminou no impeachment de Julio Casares entrou para a história do São Paulo Futebol Clube não apenas pelo seu desfecho político, mas também pelos personagens que tornaram esse caminho possível. Entre eles, um nome passou a ser reconhecido por conselheiros, sócios e torcedores como peça-chave desse momento histórico: Amanda Nunes, advogada responsável pela estratégia jurídica que viabilizou a votação híbrida e alterou de forma decisiva o rumo do processo.
A atuação de Amanda foi determinante ao garantir, por meio de liminar judicial, que a reunião do Conselho Deliberativo ocorresse em formato híbrido — presencial e online — ampliando a participação de conselheiros que, até então, estariam impedidos de votar. Além disso, a decisão judicial fixou o número necessário de votos em 170, corrigindo uma interpretação estatutária que anteriormente exigia quórum mais elevado e votação exclusivamente presencial, o que na prática inviabilizava qualquer chance real de afastamento do presidente.
Sem essa liminar, o impeachment simplesmente não teria acontecido. O entendimento jurídico construído por Amanda Nunes foi acolhido pela Justiça e mudou completamente o eixo do processo, garantindo legalidade, transparência e representatividade à votação que afastou Julio Casares da presidência do clube.
No entanto, a atuação de Amanda Nunes dentro do São Paulo FC vai muito além do episódio do impeachment. Advogada atuante nas áreas do Direito Civil e do Direito do Consumidor, ela também se destacou como uma das principais vozes na defesa dos direitos das pessoas com deficiência (PCD) dentro do clube, protagonizando uma mobilização inédita por acessibilidade e inclusão.
Como torcedora do São Paulo, Amanda iniciou uma mobilização para exigir que o Estádio do MorumBIS cumprisse as normas de acessibilidade previstas na Lei Geral do Esporte e no Estatuto da Pessoa com Deficiência. À frente do coletivo São Paulo PCD, ela denunciou falhas estruturais graves, como a ausência de intérpretes de Libras nos telões, falta de piso tátil, problemas de acessibilidade em setores do estádio e dificuldades em rotas de fuga para cadeirantes.
Essa atuação resultou na instauração de um inquérito civil pelo Ministério Público para apurar irregularidades relacionadas à acessibilidade no clube. O trabalho de Amanda colocou o São Paulo FC sob escrutínio institucional e forçou o debate sobre inclusão, transparência e responsabilidade social dentro da maior entidade esportiva do país.
Não por acaso, foi justamente essa bandeira — a democratização do acesso, da participação e do voto — que serviu de base jurídica e moral para a defesa da votação híbrida no processo de impeachment. A liminar histórica que mudou o destino político do clube nasceu do mesmo princípio que norteou sua luta pelo São Paulo PCD: garantir que ninguém fosse excluído das decisões por barreiras físicas, estruturais ou institucionais.
Ao unir técnica jurídica, ativismo social e compromisso com a democracia interna, Amanda Nunes deixou um legado que ultrapassa a queda de um presidente. Seu nome passa a integrar um dos capítulos mais marcantes da história política do Tricolor, como símbolo de mudança, inclusão e participação efetiva dos sócios e conselheiros.
Obrigado, Amanda!
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Saudações Tricolores!!
sao paulo contrata a Amanda e tira todos sócios que não sao sao paulinho
Obrigada, Amanda!
obrigado deus abençoe