PVC informou em seu blog que Juvenal Juvêncio recusou a oferta do Inter
Juvenal recusa acordo com Inter
PVC
informou em seu blog que Juvenal Juvêncio recusou a oferta do Inter de
R$ 7 milhões por Oscar, confirmando a notícia exclusiva dada pelo Blog
do Menon.
Juvenal agiu corretamente.
Primeiro, porque a questão aqui não é meramente financeira. Há questões muito maiores em jogo: a instituição São Paulo Futebol Clube, que foi vilipendiada, bem como a segurança jurídica de todo o mercado de futebol do país.
A partir do momento em que os jovens talentos dos clubes brasileiros resolverem abandonar os clubes que os revelaram sem maiores satisfações,
sob alegações frágeis, contando com a conivência do Judiciário, todo o
trabalho de revelação de atltetas, ponto forte do futebol nacional,
estará sob risco.
E por favor: nada de vitimização, alegando que o atleta está ‘impedido de trabalhar’.
Se Oscar quer tanto jogar futebol, como alega, basta pegar o avião e ir
para o CT de Cotia. Na próxima semana já poderia atuar contra a Ponte
Preta, pelo Paulistão. Se não quiser, é porque não está tão preocupado
em trabalhar, como alega.
O Judiciário,
especialmente o ministro Renato Lacerda Paiva, precisa entender tudo
isso que está em jogo e dar uma mensagem em alto e bom som: qualquer
atleta, ao assinar um contrato, precisa respeitá-lo, como muito bem
observado pelo brilhante PVC.
Muito embora o cerne da questão não seja financeiro, a recusa de Juvenal também é correta neste aspecto.
Aceitar
R$ 7 milhões (ou R$ 10 milhões) por Oscar seria um tiro no pé. O São
Paulo já ganhou a causa (que dificilmente será revertida no TST). Resta
apenas definir se haverá ou não efeito suspensivo até o fim do processo.
Mas já se sabe, pelas questões processuais envolvidas, que o desfecho será positivo ao tricolor.
Ao
Inter, por outro lado, é preciso atenção. O leitor do blog Claudio
Almeida lembrou do caso do lateral direito Rogério, que tem suas
pecualiridades, mas também guarda certa semelhança com o caso Oscar.
Em 2000, Rogério
rompeu contrato com o Palmeiras e foi para o Corinthians, que não pagou
os R$ 16 milhões devidos pela rescisão contratual.
A
Justiça Trabalhista, na época, deu uma liminar ao atleta sob o pretexto
de que o jogador não poderia ser impedido de trabalhar.
Cerca
de 12 anos depois, a decisão final foi favorável ao Palmeiras, como era
de se esperar. E os R$ 16 milhões viraram R$ 34 milhões, que terão que
ser pagos pelo próprio Corinthians.
Logo,
Juvenal não tem que se preocupar. Se não fizer acordo agora, os R$ 7,
10 ou 16 milhões podem dobrar ou até triplicar com os juros e a correção
monetária, enquanto a Justiça decide o caso em definitivo.
Nesse meio tempo é bom o Internacional já começar a juntar uns trocados. A dívida vai ser grande.
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