realidade do SPFC
Inesperado mau início de ano do Tricolor resulta de uma relação atabalhoada com os torcedores e de uma equipe que privilegia nomes e estrelas em vez da força coletiva
O mau início de ano do São Paulo surpreende. Esperava-se muito mais da equipe vice-campeã brasileira com a comissão técnica e a estrutura mantidas, e o grupo reforçado. Mas, de uma análise um pouco mais profunda, conclui-se um clube desconectado da realidade, nas mais importantes e diferentes esferas. Dentro e fora do campo, o Tricolor rema contra a maré e parece distanciar-se cada vez mais da terra firme.
Depois de nova derrota para o Corinthians e de completar 270 minutos sem gols contra equipes da Série A (dois Majestosos e uma partida diante do Santos), nos quais a maior chance de marcar foi um pênalti desperdiçado por Rogério Ceni, ouviu-se um festival de abobrinhas. A começar por críticas aos torcedores que foram e os que não foram ao Morumbi.
Ora, realmente são uma bobagem os gritos de "raça" que vêm da organizada e já são famosos. Não é isso que falta ao time. Mas como um clube que não conseguiu executar a simples tarefa de vender ingressos para a partida mais importante realizada neste ano, no Morumbi, contra o Danúbio, pela Taça Libertadores, pode cobrar algo da torcida?
O São Paulo tem forçado seus admiradores a virarem sócios-torcedores, criando um abismo entre preços de ingressos para eles e os que não se associam. O crescimento espantoso do Palmeiras nesse aspecto deve ter feito a cartolagem tricolor enxergar boa fonte de receitas. Mas a realidade, essa que o clube parece desconhecer, é que o rival alviverde tem, hoje, mais a oferecer como contrapartida aos torcedores.
Inspirado no Palmeiras, São Paulo quer bombar seu programa de sócio-torcedor. Mas o fato é que o rival tem muito mais a oferecer...
Em primeiro lugar, sua nova arena. É bonita, moderna, tem acesso por meio do transporte público, oferece mais vagas de estacionamento. É uma motivação e tanto. Ir ao Morumbi ainda é um fardo. Enquanto o jurássico conselho do São Paulo acha lindo ter seu "estádio tradicional", que realmente é belíssimo e até mesmo atualizado, se levarmos em conta que foi inaugurado há quase 55 anos, a realidade aponta para a necessidade urgente de modernização.
O programa de sócio-torcedor do São Paulo também não mudou. Promete uma série de melhorias há meses, mas nada sai do papel. Então, que história é essa? O cidadão se associa sem saber que benefícios terá? Quem não tem a carteirinha, para ver um jogo da Libertadores, precisa pagar 120 reais, fora o agrado aos flanelinhas, a comida, etc, etc. Ignoram a realidade econômica atual do brasileiro e o fato de que, desde 2006, o Morumbi se acostumou a receber públicos de 40, 50, 60 mil pessoas em jogos com as mais variadas promoções de ingressos.
Antes do Majestoso de fevereiro, Carlos Miguel Aidar disse que o São Paulo era favorito, pois, entre outros fatores, não devia nada a ninguém. Nenhum problema no presidente acreditar em sua equipe, pelo contrário. Só que, agora, revelou-se um atraso de dois meses de direitos de imagens. Ou seja, não estava "tudo certo" na época. A pavorosa atuação do time naquela noite tem a ver com isso? Tenho certeza que não. Mas se não está tudo certo, não diga que está.
O trabalho de montagem do elenco melhorou bastante depois que Gustavo Vieira de Oliveira assumiu sua função. Agora é a hora de Muricy Ramalho tomar decisões duras, mas necessárias. No ano passado, ele já sabia que Ganso, Pato e Luis Fabiano dificilmente conseguiriam atuar juntos
Alexandre Lozetti,
jornalista do GloboEsporte.com
Tudo isso converge para os problemas de dentro do campo. O São Paulo, tricampeão brasileiro entre 2006 e 2008, só tinha um craque no gol. Vencia por sua força coletiva, que se sobrepôs aos individualismos dos adversários. Em 2015, o futebol se desenvolveu a ponto de tornar o conjunto ainda mais fundamental, até para quem tem um Messi ou um Cristiano Ronaldo. E o Tricolor andou para trás. Monta times de videogame, baseados em nomes, não numa construção sólida.
O trabalho de montagem do elenco melhorou bastante depois que Gustavo Vieira de Oliveira assumiu sua função. Agora é a hora de Muricy Ramalho tomar decisões duras, mas necessárias. No ano passado, ele já sabia que Ganso, Pato e Luis Fabiano dificilmente conseguiriam atuar juntos. Voltou atrás e tentou em 2015. O trio não apresenta consistência. Se a comissão técnica não consegue armar um time confiável com eles, é preciso sacrificar nomes em prol do coletivo.
Da mesma maneira que falta criatividade a quem pede "raça", falta à equipe, estática, na contramão da evolução do jogo. Muricy disse que o São Paulo não está 100% emocionalmente. É preciso haver outro choque de realidade. Taticamente, o cenário é bem pior do que o emocional. O que mina aos poucos a confiança do jogador é a desorientação e a percepção de trilhar um caminho que não vai levar a lugar nenhum.
O São Paulo tem material e estrutura suficientes para corrigir seus rumos rapidamente, mas precisa, dentro e fora de campo, aceitar e encarar a realidade. Sem soberania e nariz em pé.
LINK››››http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2015/03/opiniao-sao-paulo-trava-dura-batalha-contra-realidade-em-2015-e-perde.html
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