Gestão Amadora x Gestão Profissional - Precisamos voltar a ser referência
Postei esse tópico há um tempo atrás, mas hoje é uma discussão que faz total sentido.
A gestão amadora é uma herança pessíma do nascimento do futebol. Por que?
Ainda no século 19, a necessidade de profissionalizar o futebol se deu pelos atletas amadores de camadas mais populares que, para se dedicar ao esporte full-time, teriam que ser remunerados. Uma parcela dos primeiros times foram concebidos nas fábricas, inclusive os mais tradicionais do futebol inglês, como o Arsenal (fábrica de materiais bélicos), Manchester United (operários ferroviários), etc. Para que bons resultados fossem conquistados, era necessário treino e os operários-atletas só praticavam o esporte aos fins de semana. Isso justificou a profissionalização do futebol, mesmo que parcial.
Por outro lado, a gestão dos clubes se manteve amadora, formada apenas por membros das camadas mais abastadas, que viam nos cargos uma forma de prestígio social - e até hoje é assim. Não precisariam de remuneração para exercer o cargo.
A discussão que eu quero trazer é a seguinte:
Isso faz sentido pro mundo de hoje?
Ao meu ver, nenhum. O esporte se tornou um negócio que movimenta grandes cifras e precisa ser gerido por gente competente. Nenhum clube tem uma gestão razoável a partir de status.
O grande passo pro São Paulo se reconstruir e voltar a ser referência é a profissionalização de seu departamento de futebol. Sei que seria algo inimaginável, porém se quisermos ver nosso clube voltar ao topo, acho que essa é a única saída eficiente. Não podemos ficar reféns de pessoas que juram amor ao clube, mas, no fim das contas, se aproveitam da sua posição pra sugar tudo que é possível.
Precisamos cobrar e pressionar a direção para aprovar o plano desenvolvido pelo Instituto Áquila e pelo nosso CEO. Uma das principais - se não a principal - promessa feita pelo Aidar durante a sua campanha foi a profissionalização da gestão do futebol. Isso nada mais é que o futuro. O Aidar seria eternizado na história do tricolor se aprovasse a proposta, mas parece que prefere ser marcado pelas polêmicas e pela sua vaidade, infelizmente. Será que é esse o legado que ele quer deixar de sua gestão?
O clube pertence a sua torcida, e não aos egos de seus dirigentes. Precisamos todos remar em um mesmo sentido para tirarmos o São Paulo dessa situação, com o auxílio de gente competente.
Os jogadores, treinadores, torcedores e dirigentes passam, mas o clube fica.
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