O novo presidente do São Paulo, Harry Massis Jr., comentou sobre a situação atual do clube, afirmando: "São Paulo não merece o que aconteceu". Este pronunciamento surge em meio a uma investigação conduzida pela Polícia Civil, que examina um possível desvio de recursos financeiros dentro da instituição.
A investigação, que segue em sigilo de Justiça, analisa os desdobramentos da votação que culminou no impeachment do presidente anterior, Julio Casares, na última sexta-feira. O inquérito é supervisionado pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e conta com a colaboração do Ministério Público. O foco da apuração é a identificação de eventuais irregularidades nas contas do clube nos últimos anos.
Atualmente, dois pontos principais estão sendo investigados: R$ 11 milhões em saques feitos das contas do São Paulo e R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo que foi depositado na conta de Julio Casares. Segundo o inquérito, esses valores não têm relação entre si, e a polícia não tem divulgado mais detalhes sobre o andamento das investigações em respeito ao segredo judicial.
Após o impeachment de Casares, há uma expectativa de maior colaboração entre a Polícia Civil e o clube, onde Massis, que anteriormente ocupava o cargo de vice, assume a presidência de forma preventiva por 30 dias. Recentemente, o delegado Tiago Fernando Correia fez um pedido de explicações à defesa do São Paulo em relação aos saques realizados. Os advogados do clube contrataram um perito para apresentar justificativas sobre os gastos em espécie, tendo até o final do mês para fornecer a documentação comprobatória.
Em um documento enviado ao Conselho Deliberativo, Julio Casares tentou explicar que os valores sacados estavam destinados ao pagamento de despesas relacionadas a jogos e premiações dos jogadores. Contudo, a investigação continua a tratar o São Paulo como uma vítima em um possível esquema de desvio de dinheiro, e a expectativa é que, sob a direção de Harry Massis, haja uma cooperação mais efetiva com as autoridades para o avanço das apurações.
Cabe destacar que as investigações não citam Harry Massis diretamente, mas a polícia espera que, sob sua liderança, o clube facilite o elucidar dos fatos. Casares, por sua vez, precisa justificar os depósitos que acumularam R$ 1,5 milhão ao longo dos últimos anos em suas contas.