O São Paulo Futebol Clube inicia um novo e decisivo capítulo fora de campo neste sábado. Após o afastamento de Julio Casares, Harry Massis Júnior assume a presidência interina e decide iniciar sua gestão com um gesto de aproximação ao elenco. De acordo com informações do UOL, Massis marcará uma reunião com os jogadores antes do treino no CT da Barra Funda.
Este encontro está agendado para a manhã de sábado, por volta das 9h, e ocorrerá algumas horas antes da última atividade preparatória para o clássico contra o Corinthians, que será realizado no domingo. A ideia do novo presidente é alinhar o discurso do time, acalmar o ambiente e reforçar a relevância do momento esportivo que o clube enfrenta.
Internamente, essa reunião é vista como um movimento simbólico, onde Massis busca transmitir segurança aos jogadores, demonstrando que, apesar das turbulências políticas, o futebol do clube permanecerá focado e resiliente. A avaliação é de que o elenco necessita de estabilidade em meio às mudanças na liderança do São Paulo.
Além da conversa com os atletas, o sábado será também um dia de análises nos bastidores. Harry Massis Júnior se reunirá com aliados para discutir possíveis alterações na estrutura administrativa do clube. A expectativa é que algumas trocas de diretores ocorram nos próximos dias, visto que a nova liderança abre espaço para ajustes rápidos, especialmente em setores estratégicos. Uma das prioridades será garantir o funcionamento normal do CT e das áreas ligadas tanto ao futebol profissional quanto ao da base.
Harry Massis Júnior assumiu a presidência após a aprovação do impeachment por 188 votos favoráveis em uma sessão com mais de 235 conselheiros. O processo agora segue para a Assembleia Geral dos sócios, que representa a última instância de decisão. Enquanto isso, o futuro de Casares permanece incerto. Reporta-se que ele avalia a possibilidade de renunciar antes da votação final dos sócios, entendendo que o cenário político se tornou irreversível. Essa eventual renúncia poderia preservar seus direitos políticos dentro do clube, já que uma destituição definitiva o impossibilitaria de ocupar cargos no São Paulo por até dez anos.
Por ora, o Tricolor paulista vive momentos críticos tanto dentro quanto fora de campo, e a continuidade dos acontecimentos políticos e esportivos do clube se desenrolará nas próximas semanas.