Blogueiro da Ponte Preta demonstra ignorância ao ofender o São Paulo
O blogueiro Rafael Ras, do globoesporte.com, fez um texto carregado de acusações descabidas contra o São Paulo, tais como:
• O São Paulo está fazendo uma “manobra”;
• “O time da capital está se cagando para vir jogar em nossa casa”;
• O SPFC tem ”ousadia de passar por cima de qualquer coisa para ver seu clube ser campeão”;
• O São Paulo é o “time é o mais sujo de todos, quando o assunto é bastidor”;
• O tricolor foi sujo, covarde e repugnante ao tirar o mando de campo do CAP na final da Libertadores.
Antes de qualquer coisa, deixo claro que entendo a disposição da Ponte e de seus torcedores de defenderem a realização do jogo em seus domínios. Fosse com o SPFC, eu faria o mesmo. Mas isso é muito diferente de sair disparando acusações levianas e descabidas, e pior: ignorando por completo uma coisa chamada REGULAMENTO, palavra que, curiosamente, não consta em nenhum trecho do longo texto feito pelo blogueiro.
Notem, por exemplo, o absurdo que afirmou sobre a final da Libertadores de 2005. Oras, quem tirou o jogo na Arena do Atlético foi a Conmebol, não o SPFC. A Conmebol, se quisesse, poderia negar o pedido do clube, mas assim não fez.
O fato é que o São Paulo agiu e está agindo dentro dos conformes ao pedir que o regulamento seja cumprido. E pedir o cumprimento da Lei não pode, sob hipótese alguma, ser considerado uma manobra ilícita.
Ilícito, por definição, é ignorar a regra.
“Ah, Navarro, mas teve jogo das oitavas e das quartas em estádios com capacidade inferior à prevista no regulamento”.
Então isso quer dizer que o regulamento não vale? Caro leitor, entenda uma coisa: a Conmebol é um samba do crioulo doido. Mais bagunçada que a CBF. Em condições normais de temperatura e pressão, o SPFC jamais teria que pedir nada – a própria organização do torneio já vetaria, de antemão, a realização de jogos fora dos limites da regra.
Se a Ponte e seus torcedores querem reclamar, que reclamem contra a Conmebol, pois o regulamento é feito por ela, e eventual decisão sobre o estádio da semi-final também cabe a ela. Ao tricolor, cabe apenas o pedido. Não é ele quem o julga.
E fica a dica para o Rafael Ras: peça para a diretoria da Ponte Preta aumentar a capacidade do minúsculo Moisés Lucarelli. Dá muito mais resultado do que ficar reclamando sem razão. É o que o Atlético Paranense, por exemplo, está fazendo com sua bela arena.
Texto produzido por: http://blogdonavarro.com/
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