Após a derrota do São Paulo para o Mirassol por 3 a 0, durante a estreia do Campeonato Paulista, o técnico Hernán Crespo se viu em meio a um cenário político conturbado no clube. Durante a coletiva de imprensa, as questões abordadas giraram em torno da crise que a equipe enfrenta dentro e fora de campo, refletindo a insatisfação da torcida. Crespo preferiu adotar uma postura cautelosa ao se pronunciar sobre a atual situação política, expressando sua confiança na justiça.
Com investigações policiais envolvendo figuras como o presidente Julio Casares, que enfrentará um processo de impeachment na próxima sexta-feira, Crespo frisou a importância de proteger a equipe neste momento delicado. “Meu dever é cuidar do time e do São Paulo. No final das contas, o São Paulo é maior que todos nós juntos. Minha prioridade é tentar resguardar a equipe, sabendo que temos a necessidade de reforços, pois perdemos muitos jogadores e não podemos pensar que com um número reduzido de atletas conseguiremos enfrentar toda a temporada”, declarou.
O treinador também comentou sobre a pressão que essa situação exerce sobre os jogadores e a torcida. Crespo reafirmou que o São Paulo não está abandonado, ressaltando a dedicação de todos que trabalham para reverter a situação atual. “Embora seja um momento sensível, muitos estão aqui para ajudar. Não podemos tratar o clube como se estivesse em ruínas. Existem pessoas honestas e comprometidas que desejam ver o São Paulo retornar aos seus dias de glória”, disse.
O próximo compromisso do Tricolor acontece na quinta-feira, 15 de janeiro, contra o São Bernardo, às 21h45 (de Brasília), marcado como a estreia do time no Morumbi. Porém, a tensão política promete aumentar na sexta-feira, quando o Conselho Deliberativo votará sobre o impeachment do presidente Julio Casares.