O São Paulo Futebol Clube decidiu, nesta segunda-feira, pela demissão do técnico Hernán Crespo, um movimento que surpreendeu a torcida, mas que já era antecipado pela diretoria devido a insatisfações acumuladas. Entre os principais fatores que levaram a esta decisão, estão escolhas questionáveis nas escalações e a gestão de momentos críticos durante as partidas.
A eliminação do São Paulo nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2025 contra o Athletico foi um ponto de inflexão. Crespo optou por desfalcar a equipe ao retirar jogadores fundamentais, resultando em uma derrota por 1 a 0 que culminou com a perda da vaga. A ausência de um centroavante em campo foi especialmente criticada, refletindo em desperdiços de cobranças de pênalti por batedores reservas.
Outro episódio que contribuiu para a insatisfação interna ocorreu na semifinal do Campeonato Paulista contra o Palmeiras. Crespo escalou o volante Luan como titular de forma surpreendente, substituindo um dos destaques do time, Danielzinho. A justificativa apresentada pelo treinador sobre as características físicas de Luan não foi suficiente para calar os murmúrios de descontentamento.
As declarações de Crespo publicamente sobre a luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro também geraram mal-estar entre os jogadores e a diretoria. Ao afirmar que o São Paulo estava na briga pela parte de baixo da tabela, o treinador desconsiderou a força do elenco, fomentando um clima alarmista e de insegurança no ambiente de trabalho.
A rotina de treinos no Centro de Treinamento também foi alvo de críticas, com a diretoria avaliando que a intensidade e a organização tática propostas por Crespo não atendiam às expectativas da equipe. A insatisfação foi se acumulando, levando a diretoria a considerar a mudança, ainda mais em um momento em que o time busca se consolidar e melhorar seu rendimento na competição nacional.
A demissão de Crespo ocorre em um momento contestado, já que o técnico havia iniciado o Campeonato Brasileiro de forma positiva. Contudo, o histórico recente, que inclui uma passagem de 46 jogos, com 21 vitórias, não foi suficiente para garantir sua permanência. A pressão por resultados imediatos e a necessidade de reestruturação no comando técnico se tornaram imperativos para o clube.
A diretoria agora se encontra na árdua tarefa de buscar um novo técnico que possa trazer uma nova abordagem, reorganizar a equipe e inspirar confiança. O cenário atual demanda uma solução rápida que reestabeleça a competitividade e o espírito vencedor do São Paulo, uma instituição que tradicionalmente se vê no topo das competições nacionais.
