A saída de Hernán Crespo do comando técnico do São Paulo teve diversos fatores que se acumularam ao longo dos últimos meses. Nos bastidores do clube, três pontos principais foram apontados como decisivos para a demissão do treinador argentino: a gestão do elenco, o discurso público considerado desalinhado com o clube e os pedidos por reforços considerados fora da realidade financeira do Tricolor.
Um dos episódios que mais incomodou a diretoria ocorreu após um clássico contra o Palmeiras no Campeonato Paulista. Na ocasião, Crespo afirmou que o principal objetivo do São Paulo na temporada seria evitar o rebaixamento no Brasileirão, mencionando a necessidade de alcançar os tradicionais 45 pontos.
A declaração repercutiu negativamente dentro do clube. Dirigentes entenderam que, mesmo diante das dificuldades financeiras e esportivas, o São Paulo não poderia assumir publicamente um discurso considerado pessimista logo no início da temporada.
O presidente do clube, Harry Massis Júnior, foi um dos que reagiram à fala do treinador, destacando que o objetivo do Tricolor deveria ser mais ambicioso, mirando ao menos uma vaga em competições internacionais.
Outro ponto que pesou na avaliação da diretoria foi a gestão do elenco. Internamente, havia a percepção de que o treinador tinha dificuldades em lidar com situações envolvendo jogadores que despertavam interesse de outros clubes.
Casos como os de Alisson e Marcos Antônio, que receberam sondagens de Corinthians e Flamengo, respectivamente, foram citados como exemplos de momentos em que o clube esperava uma postura mais firme do treinador para manter o foco do grupo.
Além disso, algumas decisões táticas em jogos importantes também foram lembradas por membros da diretoria. Entre elas, a utilização de Rigoni como ala-esquerdo em uma partida decisiva da Libertadores e escolhas na escalação em confrontos importantes da temporada.
Os pedidos por reforços também contribuíram para o desgaste na relação entre Crespo e a diretoria. Segundo informações de bastidores, o treinador solicitava frequentemente contratações consideradas fora da realidade financeira do clube.
Entre os nomes citados estariam jogadores como Christian Medina, na época no Racing, e Kevin Zenón, do Boca Juniors. As negociações não avançaram devido aos altos valores envolvidos.
Curiosamente, nenhuma das contratações realizadas pelo São Paulo na última janela de transferências partiu diretamente de indicações do treinador. Jogadores como Danielzinho, Carlos Coronel, Matheus Dória, Lucas Ramón e Cauly chegaram ao clube por decisão da diretoria e do departamento de futebol.
Com o desgaste acumulado e os resultados abaixo do esperado, a diretoria optou pela mudança no comando técnico, abrindo um novo capítulo no planejamento do São Paulo para a temporada.

Crespo foi demitido com o time no topo da tabela, mesmo trocando de técnico o time continuará com Arboleda, Toloi, Dória e Allan Franco no setor defensivo, sendo um dos piores miolo de zaga do campeonato. Isto ninguém observou.
Diretoria formada por vermes que odeiam o SP, qdo o time começa a ganhar corpo vem com mais essa coisa amadora. Não sabem o que é gestão e nem conciliar conflitos, pensam apenas em si. Bando de vermes, velhos burros e incompetentes.