O Nó do Derby e o Exílio no Rio
A relação entre Alisson e Crespo implodiu por um motivo claro: a tentativa de mudança para o Parque Jorge:
Desejo por Dorival: Alisson manifestou abertamente o desejo de trabalhar com Dorival Júnior no Corinthians. A diretoria e Crespo interpretaram o movimento como uma traição, resultando no afastamento imediato das atividades principais por entenderem que o foco do atleta já não estava no MorumBIS.
O Fracasso da Venda: Quando o Corinthians desistiu do negócio por falta de fôlego financeiro, Alisson se viu em um "limbo". Mesmo treinando com o grupo, ele foi completamente ignorado nas convocações, pois Crespo buscava uma organização tática pautada pela fidelidade total ao seu sistema.
O Refúgio nas Laranjeiras: A ida para o Fluminense foi a tábua de salvação para ambas as partes, aliviando a folha salarial do São Paulo e dando ao jogador a chance de recomeçar longe da pressão da torcida tricolor, que não perdoou a flertada com o rival.
O Futuro: Reintegração ou Adeus?
Com a queda da comissão técnica argentina, o cenário para Alisson pode mudar drasticamente:
Novo Comando, Nova Chance: O próximo treinador do São Paulo terá que decidir se solicita o retorno de Alisson ao fim do empréstimo ou se mantém a gestão de elenco atual. O desabafo nas redes sociais, porém, indica que a relação com a instituição ainda é de muita mágoa.
Foco no Fluminense: Atualmente, o volante busca estabilidade no Rio de Janeiro. Sua performance sob o comando de Mano Menezes será vital para definir se ele voltará a ser um ativo valorizado ou se o São Paulo buscará uma venda definitiva.
Ambiente de Vestiário: A postagem de Alisson serve como alerta para a diretoria tricolor sobre possíveis ruídos de comunicação que existiam entre Crespo e o elenco, algo que o sucessor precisará mapear com urgência.
O São Paulo encerra esta segunda-feira com a demissão de Crespo gerando alívio para alguns e incerteza para outros. Para Alisson, a saída do desafeto é uma vitória moral, mas o caminho para recuperar a confiança da torcida são-paulina ainda parece longo e tortuoso. No futebol, como ele mesmo postou, o caráter é inegociável, e agora caberá ao tempo provar quem realmente estava com a razão nos bastidores da Barra Funda.

O problema do São Paulo nunca foi técnico e sim jogadores sem compromisso com o clube e não gostam de ser cobrados.