Fernando Silva Santos, Hélio Santos Menezes Júnior, Luiz Gabriel Batista Neves e Marcos Eduardo Pinto Bonfim foram eleitos para o quadriênio 2020-2024. Na sessão, ficou decidido que Hélio e Luiz Gabriel serão, respectivamente, presidente e vice-presidente do órgão.
"O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia põe-se em posição de vanguarda e ficará ainda mais atento e atuante nos casos de racismo abarcados por sua jurisdição", afirma o presidente do TJD-BA, Hélio Santos Menezes Júnior.
Um dos maiores problemas no combate ao racismo no esporte está no perfil das pessoas que tomam a decisão de punir ou não o racista.
"No Direito, assim como nas demais ciências sociais, é preciso se ter empatia para analisar e julgar os fatos. A inclusão de negros em órgãos decisórios além de enriquecer o debate, traz a visão e o sentimento das vítimas de racismo para as decisões e certamente trará grande contribuição para o combate ao racismo e todas as demais formas de preconceito que ainda ocorrem no ambiente desportivo", analisa Marcos Eduardo Pinto Bonfim.
O Brasil ainda tem muito a caminhar em direção à plena visibilidade e representatividade da população preta ou parda, que representa mais da metade (55,8%) do total de habitantes do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E o esporte não pode ficar de fora desse debate. Embora os negros tenham grande destaque em diversas modalidades esportivas, eles têm que enfrentar dificuldades maiores que os brancos.
"Este déficit representativo incide na compreensão de fatos que envolvem a prática de racismo e, por conseguinte, tende a resultar em decisões que não observem adequadamente as particularidades que só a existência pode ofertar. Sem querer me delongar, vale observar que somente as pessoas pretas podem viver as facetas e os efeitos deletérios do racismo e, ao compor Tribunais, esta realidade incide diretamente na valoração probatória e delimitação punitiva. Não se trata de defender penas mais rígidas, mas sim de defender um processo que dialogue em democracia. Sou defensor de que não há justiça ou democracia sem a participação eficaz da população negra em espaços de poder", finaliza o auditor Fernando Silva Santos.
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TNC. Pra que uma matéria dessas no App de notícias do tricolor? Ainda mais com propaganda a um movimento de extrema esquerda que promove vandalismo e que NÃO estão preocupados com o racismo. Vcs estão de brincadeira, só pode.
O Brasil é um pais racista. Se nao fosse criancas brancas, jovens brancos morreriam na mesma proporção que negros que são absurdamente mortos por instituições públicas. Se não é racista porque negros não ocupam cargos de prestígio. Este é sim um país racista.
Que ***** de notícia.
Cor de pele não faz ninguém melhor ou pior que o outro, ******* BR>
É por esse tipo de coisa que a população está pegando ódio de jornalista.
Senhor Wander Tolentino, se me permite uso suas palavras para expressar o meu comentário. O senhor foi cirurgico parabéns.
Existe alguma proibição pra negros nesse país ?? O que existe é uma desigualdade social, um ensino público de péssima qualidade, onde ensino básico foi preterido pelos governos anteriores em favor do ensino superior, que serviu basicamente pra formar militantes e ****** s úteis (na sua grande maioria).
A cor da pele não interessa tem que ver se são qualificados pro cargo.
Empossar 4 novos auditores negros no TJD da Bahia, pelo simples fatos de haverem poucos negros só reforça o racismo.