VENDENDO COM CRITÉRIO

VENDENDO COM CRITÉRIO

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As vendas de Douglas e Lucas Evangelista revelaram como a atual gestão tem sido criteriosa na
venda dos direitos de atletas do SPFC, na minha ótica. Naturalmente, tal decorre também de surgir a
oportunidade. Mas, examinemos: Douglas - ainda que não fosse uma unanimidade, inegavelmente era
um atleta dedicado, humilde e esforçado, indicando q mais bem preparado, tática e tecnicamente, poderia evoluir (o q já estava ocorrendo neste ano). Acho até q dependia apenas de um ajuste melhor
da equipe, com uma eficaz cobertura para suas escapadas para o ataque. Seu vigor físico me lembrava Cafu - sem pretender compará-lo. Mas, tem-se q reconhecer não era um atleta essencial para o time,
cuja ausência implicasse prejuízo sensível para a equipe. Nesse quadro, a proposta do Barcelona foi
muito bem vinda e aceita - pois os valores oferecidos estavam longe de serem desprezíveis. Ainda mais porque, sem grandes prejuizos técnicos, sua reposição pode ser feita no próprio elenco, na base, ou no mercado nacional, sem grandes despesas; Lucas Evangelista - destacou-se nas seleções de base, tinha aptidão para ser um coringa (lateral esquerdo, volante, meia e atacante pelo lado esquerdo - jogou
em todas essas posições na equipe principal do SPFC). Sem ser um primor técnico, empenhava-se
em cumprir as determinações do treinador. Creio q tinha muito a evoluir. Mas, preferiu enredar-se em
complicada trama de seu empresário, demonstrou escasso compromisso com o clube e, diante do
litígio, entendo q sua venda, pelo valor ofertado, foi um ótimo negócio, principalmente se considerarmos q estava disputando vaga no banco de reservas, e mesmo considerando q dentro de 3 anos poderia
protagonizar uma venda muito mais lucrativa. De qq forma, nesses dois casos emblemáticos, o SPFC
arrecadou uma soma respeitável, sem qq prejuízo, repito, para a estrutura da equipe. Prejuízo esse q
seria inevitável se fossem objeto de negociações, hoje: Kardec, Álvaro, Ganso, Pato e Luis Fabiano, Toloi. No final da década de 60, o Santos FC vendeu dois bons atacantes para a Itália, q não tinham espaço na equipe principal (disputavam posição com Pelé e Coutinho/Toninho Guerreiro), q foram bem
sucedidos lá (Nenê na Internazionale e Sormani no Milan) e suas ausências não causaram qq problema ao poderio do Santos FC. Ao contrário, deve-se evitar posturas como a de Juvenal Juvencio, quando em sua primeira gestão que, em dois anos, vendeu Muller, Careca, Silas e Pita, desmontando o time dos
Menudos.

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