O São Paulo enfrenta um dos momentos mais críticos de sua história recente no Campeonato Brasileiro, alcançando a segunda pior sequência sem vitórias desde a adoção do formato de pontos corridos. Com 10 partidas sem triunfos, o Tricolor está apenas atrás da marca de 2013, quando foi rebaixado após um calvário de 12 jogos sem vencer. Atualmente, o time se encontra na zona de rebaixamento, levantando preocupações sobre sua capacidade de recuperação na competição.
A última vitória do clube ocorreu em 25 de abril, quando derrotou o Mirassol por 1 a 0, sob o comando do técnico Roger Machado. Desde então, sob a gestão de Dorival Júnior, o desempenho da equipe se revelou insatisfatório, com um aproveitamento de apenas 25,2% em 17 jogos, resultando em duas vitórias, sete empates e oito derrotas. A vulnerabilidade defensiva é preocupante, com 27 grandes chances criadas, das quais apenas seis se converteram em gol, além de 30 chances concedidas aos adversários.
A derrota para a Chapecoense acirrou ainda mais a insatisfação entre os torcedores, culminando em um protesto da maior organizada do clube diante da diretoria. A reunião realizada no SuperCT durou mais de uma hora e refletiu a insatisfação geral com a gestão atual, apontando a diretoria como principal responsável pelo momento crítico. Líder da torcida, Baby expressou que a ausência de resultados é inadmissível e que a pressão agora se volta para o Morumbi.
Diante da situação, Dorival Júnior não hesitou em reconhecer a gravidade do momento, chamando a sequência negativa de "vergonhosa" e indicando a necessidade de ações práticas para reverter a trajetória. Em coletiva, o técnico enfatizou que, apesar da dedicação da equipe, os resultados são insatisfatórios e que é urgente buscar alternativas para remodelar o desempenho coletivamente.
No campeonato, para alcançar a margem de segurança dos 45 pontos, o São Paulo terá que conquistar pelo menos seis vitórias em suas próximas partidas ou uma combinação de vitórias e empates. A tabela ainda apresenta desafios significativos, com adversários difíceis pela frente, como Atlético-MG, Palmeiras e Corinthians.
Ainda assim, a equipe não pode se distrair, pois também participa da Copa Sul-Americana, onde enfrentará o Boca Juniors nas quartas de final. Esse compromisso acrescenta uma camada de complexidade à gestão do elenco, exigindo um equilíbrio entre a busca por pontos no Campeonato Brasileiro e o foco nas competições eliminatórias.
Com o cenário do campeonato se complicando, o São Paulo terá que reavaliar seu planejamento e potencializar seu desempenho para evitar um rebaixamento que se torna cada vez mais real. A urgência por uma reestruturação não é apenas uma necessidade pontual, mas uma demanda de longo prazo para restaurar a identidade e a competitividade do clube no futebol nacional.