A Comissão de Ética do São Paulo Futebol Clube recomendou a expulsão do ex-presidente Júlio Casares, com a aprovação unânime de seus membros. Essa decisão se baseia em um relatório que aponta irregularidades financeiras significativas durante sua gestão, incluindo saques que totalizam aproximadamente R$ 7 milhões sem a devida comprovação e a utilização do cartão corporativo para despesas pessoais de luxo.
Casares, que ocupou a presidência do clube entre 2021 e janeiro de 2026, renunciou ao cargo antes da votação final do processo de impeachment, que já estava em andamento devido a acusações de gestão temerária. A Comissão de Ética fundamentou sua recomendação no Artigo 34 do Estatuto Social do clube, que versa sobre condutas inadequadas por membros associados.
As investigações internas revelaram um padrão de gastos questionáveis, incluindo 71 transações em um café especializado em charutos e múltiplas compras em restaurantes renomados e lojas de luxo. Além disso, foram identificadas despesas em salões de beleza, farmácias e até petshops, evidenciando um possível desvio na finalidade dos recursos do clube.
Como parte das recomendações, a Comissão pediu que Casares indenizasse o São Paulo pelos prejuízos causados, com base no Artigo 11 do mesmo estatuto, que prevê ressarcimento por danos materiais. Há também indícios de que o ex-presidente devolveu uma quantia de R$ 560.401,74 ao clube em novembro do ano passado, durante a investigação pela Polícia Civil sobre a sua gestão.
A próxima etapa envolve a análise e votação do relatório pelo Conselho Deliberativo, que determinará as consequências finais sobre as recomendações da Comissão de Ética. O desdobramento desse caso poderá impactar não apenas a reputação de Casares, mas também a estrutura organizacional e a credibilidade da administração do São Paulo Futebol Clube.