O São Paulo viveu mais uma noite para esquecer no Campeonato Brasileiro. Neste domingo (23), o Tricolor foi derrotado por 1 a 0 pela Chapecoense, na Arena Condá, pela 24ª rodada, e aumentou ainda mais a pressão sobre jogadores e comissão técnica.
O resultado é especialmente doloroso e revoltante pelo contexto. A Chapecoense entrou em campo na lanterna e não vencia havia 21 partidas na Série A. Mesmo assim, foi superior ao São Paulo durante boa parte do primeiro tempo e conseguiu a vitória com gol de Bruno Pacheco.
BOLA CHEIA
Rafael
Se alguém pode receber o Bola Cheia em uma derrota como essa, é Rafael. O goleiro fez defesas importantes e evitou que a Chapecoense construísse uma vantagem ainda maior.
No primeiro tempo, quando o São Paulo apresentava enormes dificuldades defensivas, Rafael apareceu quando foi exigido. Também voltou a salvar a equipe na segunda etapa. Não teve responsabilidade no gol de Bruno Pacheco.
Observações importantes:
Marcos Antônio
Começou no banco depois de uma sequência pesada de jogos e sua entrada no intervalo mostrou o quanto fez falta ao São Paulo.
Marcos Antônio deu outra qualidade à saída de bola e conseguiu conectar melhor o meio-campo ao ataque. Foi dele um excelente passe para Luciano acertar a trave naquela que foi uma das melhores oportunidades do Tricolor.
Se existe algo para Dorival tirar dessa derrota, é que o São Paulo continua muito dependente da capacidade de Marcos Antônio de organizar o meio-campo.
Gustavo Santana
Entrou aos 30 minutos do primeiro tempo depois da lesão de Calleri e mostrou disposição. Movimentou-se, saiu da área para participar das jogadas e teve uma boa oportunidade para empatar.
Em uma partida na qual vários jogadores mais experientes produziram muito pouco, o garoto de Cotia pelo menos mostrou vontade e tentou incomodar a defesa da Chapecoense.
BOLA MURCHA
BOLA MURCHA
Diretoria
A crise dentro de campo não começou agora e não pode ser colocada exclusivamente nas costas de Dorival Júnior ou dos jogadores. A diretoria também tem responsabilidade pelo momento do São Paulo.
Problemas financeiros, atrasos nos direitos de imagem, dificuldades para reforçar o elenco e um ambiente de instabilidade fazem parte da temporada. O treinador pode errar e os jogadores podem render mais, mas quem administra o futebol também precisa responder pelo cenário que foi criado.
Comissão técnica
Dez jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro não podem ser tratados como uma simples sequência ruim. Dorival Júnior e sua comissão precisam encontrar soluções.
Contra a Chapecoense, o São Paulo entrou em campo sem a intensidade de uma equipe que sabia da importância da partida. O adversário era o lanterna e estava há 21 jogos sem vencer, mas foi a Chape quem demonstrou maior disposição durante boa parte do confronto.
As mudanças melhoraram o São Paulo no segundo tempo, mas a reação veio tarde. Cabe à comissão técnica explicar por que o time continua apresentando tanta dificuldade no Brasileirão.
Time apático
Talvez o maior Bola Murcha da partida.
É possível discutir esquema, escalação, lesões, salários atrasados e decisões da diretoria. Mas dentro de campo também é necessário demonstrar atitude.
O São Paulo entrou para enfrentar o último colocado do campeonato precisando desesperadamente da vitória e, durante boa parte da partida, não demonstrou a urgência que a situação exigia.
Perder faz parte do futebol. O que incomoda o torcedor é perder para uma equipe que não vencia havia 21 jogos deixando a sensação de que o adversário entendeu melhor a importância da partida.
Contra a Chapecoense, faltou futebol. Mas, principalmente, faltou reação.
Observações importantes:
Dorival Júnior
É impossível analisar uma atuação dessas sem colocar o treinador entre os principais Bola Murcha.
O São Paulo entrou em campo sabendo que enfrentaria o lanterna, que precisava vencer para respirar no Brasileirão e que os resultados da rodada haviam criado uma oportunidade importante para aumentar a distância do Z-4.
Mesmo assim, apresentou um primeiro tempo apático, desorganizado e com enorme dificuldade até para sair jogando.
Dorival corrigiu parte dos problemas no segundo tempo com a entrada de Marcos Antônio, mas o questionamento é inevitável: por que foi necessário chegar ao intervalo perdendo para perceber o que não estava funcionando?
O próprio treinador classificou a situação depois da partida como "inadmissível" e "vergonhosa". A pressão sobre seu trabalho, naturalmente, aumentou.
O sistema defensivo
Foi uma noite muito ruim coletivamente. Lucas Ramon sofreu defensivamente e pouco acrescentou no ataque. Domingos Duarte esteve abaixo das atuações anteriores e cometeu erro em uma saída de bola que poderia ter resultado em outro gol da Chapecoense.
Sabino também participou de uma defesa insegura e foi dele o erro que originou o escanteio do gol de Bruno Pacheco.
Contra o lanterna do campeonato, Rafael não poderia ter sido obrigado a trabalhar tanto.
Artur
Teve nos pés uma oportunidade enorme logo no começo da partida. Luciano encontrou Artur dentro da área, mas o atacante desperdiçou a finalização.
Depois disso, encontrou dificuldades para participar do jogo e não conseguiu ser o jogador capaz de desequilibrar pelo lado direito.
Em uma partida na qual o São Paulo precisava desesperadamente de eficiência ofensiva, desperdiçar uma oportunidade daquele tamanho acabou custando caro.
O São Paulo como um todo
Talvez este seja o maior Bola Murcha da noite.
Não estamos falando simplesmente de perder uma partida fora de casa. O São Paulo enfrentou uma Chapecoense que estava há 21 jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro e ocupava a última colocação.
O Tricolor precisava aproveitar a oportunidade. Em vez disso, permitiu que o adversário acreditasse desde os primeiros minutos e acabou sendo responsável por encerrar um dos maiores jejuns da competição.
São dez jogos consecutivos sem vitória no Brasileirão. O São Paulo permanece com 27 pontos e está apenas três acima da zona de rebaixamento.
A classificação na Copa Sul-Americana não pode esconder o que está acontecendo no campeonato nacional. O sinal de alerta deixou de ser amarelo há algum tempo.
E você, torcedor?
Está difícil escolher só um bola murcha
Quem foi seu Bola Cheia e seu Bola Murcha em Chapecoense 1 x 0 São Paulo? E Dorival ainda deve continuar no comando? Deixe sua opinião nos comentários.
No topo seque o Dorival Junior, logo seguido o Rafinha, depois os jogadores.
como ele não teve no gol, ele poderia te avisado que o samino estava sozinho