A derrota por 1 a 0 para a Chapecoense ultrapassou a fronteira de mais um resultado ruim do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Perder para o lanterna, que havia vencido apenas uma partida em toda a competição, depois de chegar a Chapecó pressionado para encerrar um longo jejum, colocou uma pergunta definitivamente na mesa: Dorival Júnior ainda deve continuar como técnico do São Paulo?
A pressão da torcida é compreensível. São dez partidas consecutivas sem vitória no Brasileirão, o São Paulo permanece com 27 pontos e está apenas três acima da zona de rebaixamento. Mais preocupante que a classificação, porém, é a sensação de que o time não apresenta evolução suficiente para justificar tranquilidade no trabalho.
A derrota por 1 a 0 para a Chapecoense ultrapassou a fronteira de mais um resultado ruim do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Perder para o lanterna, que havia vencido apenas uma partida em toda a competição, depois de chegar a Chapecó pressionado para encerrar um longo jejum, colocou uma pergunta definitivamente na mesa: Dorival Júnior ainda deve continuar como técnico do São Paulo?
A pressão da torcida é compreensível. São dez partidas consecutivas sem vitória no Brasileirão, o São Paulo permanece com 27 pontos e está apenas três acima da zona de rebaixamento. Mais preocupante que a classificação, porém, é a sensação de que o time não apresenta evolução suficiente para justificar tranquilidade no trabalho.
Os números acendem um enorme sinal de alerta
O São Paulo começou o Campeonato Brasileiro de maneira espetacular. Nas seis primeiras rodadas, conquistou 16 dos 18 pontos possíveis, com cinco vitórias e um empate.
Esse início ainda ajuda a explicar por que o clube permanece fora da zona de rebaixamento.
Depois dessas seis rodadas, entretanto, a realidade mudou completamente.
Nos 17 jogos seguintes do Brasileirão, o São Paulo conquistou apenas 11 pontos. O aproveitamento nesse período despencou para 21,5%.
Para dimensionar o tamanho do problema, a própria Chapecoense, lanterna da competição, tem aproveitamento próximo disso considerando todo o campeonato.
Perder para a Chapecoense muda o tamanho da cobrança
Existem derrotas que podem ser explicadas pela qualidade do adversário, por circunstâncias da partida ou até por uma atuação em que o resultado não corresponde ao desempenho.
É difícil colocar Chapecoense 1 x 0 São Paulo nessa categoria.
O Tricolor enfrentou o último colocado do Brasileirão, que havia vencido somente na primeira rodada, e durante boa parte do primeiro tempo foi inferior ao adversário.
Rafael precisou trabalhar para impedir que o prejuízo fosse maior. O São Paulo melhorou depois do intervalo e Luciano chegou a acertar a trave, mas a reação foi insuficiente.
O próprio Dorival não tentou amenizar a situação depois da partida. Classificou o desempenho como inadmissível e reconheceu que o trabalho realizado até aqui não está sendo suficiente.
Então Dorival deve ser demitido?
A margem para defender sua permanência ficou extremamente pequena. Como defender um técnico que perde para o lanterna? E para um time que não vencia havia 21 jogos?
Mas demitir um treinador no meio de uma crise pode produzir uma resposta imediata e, ao mesmo tempo, acrescentar ainda mais instabilidade a um clube que já convive com problemas esportivos, administrativos e financeiros.
Antes de tomar essa decisão, existe uma pergunta básica que a diretoria precisa responder: quem está disponível no mercado e representa uma possibilidade real de melhorar o São Paulo imediatamente?
Trocar Dorival apenas para apresentar uma resposta à torcida, sem um substituto considerado superior e preparado para assumir imediatamente, pode transformar uma crise em outra.
A análise também precisa considerar as condições encontradas pelo treinador.
Dorival chegou a completar dez partidas no comando sem conseguir repetir uma única escalação. Lesões, negociações e mudanças no elenco dificultaram a criação de uma equipe titular.
Alguns jogadores que estavam em sua primeira formação sequer permanecem no clube.
Além disso, existe uma diferença enorme entre o desempenho apresentado nas competições. Dias antes do vexame em Chapecó, o São Paulo venceu o Bolívar por 3 a 1 e garantiu classificação às quartas de final da Copa Sul-Americana.
É difícil explicar como uma equipe capaz de apresentar intensidade e competitividade em uma competição consegue demonstrar tamanha apatia poucos dias depois no Brasileirão.
Os atrasos nos pagamentos também pesam?
Há um fato importante neste cenário. Em julho, a própria diretoria reconheceu ao elenco que havia um mês de direitos de imagem atrasado e se reuniu com os jogadores para explicar a situação financeira e prometer a regularização. Rafinha também confirmou publicamente o atraso.
E isso pesa. Jogador ganha muito? Ganha. Mas é um profissional contratado pelo clube e espera receber aquilo que foi combinado. Quando começam atrasos, dívidas, transfer ban, ações judiciais e incerteza financeira, o ambiente perde estabilidade.
Isso não significa afirmar que os jogadores estejam fazendo "corpo mole". Não há elementos para sustentar essa acusação. Mas concentração, confiança na direção e o próprio clima interno podem ser afetados por um cenário de instabilidade.
Por outro lado, é impossível colocar toda a culpa nisso. O mesmo elenco que convive com esses problemas conseguiu jogar bem e vencer o Bolívar por 3 a 1 na Sul-Americana e, poucos dias depois, apresentou uma atuação muito ruim diante da Chapecoense.
O próprio Dorival já falou sobre os atrasos e disse que a situação "não é saudável", mas rejeitou utilizá-la como principal justificativa para os resultados.
Lesões explicam mudanças. Limitações do elenco explicam determinadas dificuldades. A crise financeira ajuda a explicar as limitações para reforçar o grupo. E os atrasos podem contribuir para um ambiente de instabilidade.
Mas dez partidas sem vencer no Campeonato Brasileiro exigem mais explicações.
Organização, postura, escolha dos jogadores e capacidade de reação também são responsabilidades da comissão técnica.
E talvez o ponto mais preocupante neste momento seja justamente esse: o São Paulo não transmite a sensação de estar cada vez mais próximo de encontrar uma solução.
O Brasileiro virou uma emergência
Também existe um erro que o São Paulo não pode cometer: permitir que a classificação para as quartas de final da Sul-Americana esconda a situação do Campeonato Brasileiro.
O Tricolor tem 27 pontos e está três acima da zona de rebaixamento.
A prioridade imediata precisa ser voltar a vencer no Brasileiro.
Sonhar com uma conquista internacional é legítimo. Tratar a possibilidade de rebaixamento como algo distante, não.
Bragantino pode virar o jogo limite
O próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro será contra o Red Bull Bragantino, no sábado (29), às 20h, no MorumBIS.
Dorival terá algo que praticamente não teve nas últimas semanas: tempo para trabalhar. Será uma semana inteira para corrigir problemas, definir uma equipe e, principalmente, cobrar uma mudança de comportamento.
Por isso, por enquanto, o treinador deve permanecer.
Mas não com um cheque em branco.
Contra o Bragantino, será necessário apresentar uma resposta clara: mais organização, intensidade, escolhas coerentes e um time que demonstre compreender a gravidade da situação.
Se novamente aparecer um São Paulo apático, desorganizado e incapaz de reagir, a discussão deixará de ser apenas se Dorival merece mais tempo.
Passará a ser se continuar insistindo no trabalho representa um risco maior do que mudar.
Minha posição: Dorival fica, mas chegou ao limite
Mas a derrota para a Chapecoense mudou o cenário.
Dez jogos sem vitória, 27 pontos, proximidade do Z-4 e um desempenho tão ruim diante do lanterna tornam impossível continuar tratando a crise como uma simples oscilação.
Dorival precisa reagir. E precisa reagir agora.
E você, torcedor: demitiria Dorival Júnior hoje ou daria ao treinador mais uma oportunidade contra o Bragantino?
O Crespo sem os reforços contratados ultimamente estava no topo da tabela, Dorival é fraco como técnico, tem dificuldade para treinar o time, Cauly não pode ficar nem na reserva, quanto mais sair jogando, o Artur não vem jogando bem, o Ferreirinha é fraco TB não pode jogar, passou da hora de testar o Coronel, quem tem que sanar estas dificuldades é o Sr. Dorival. Crespo com urgência.
o que adianta demitir o Dorival vai vir outro e vai acontecer a mesma coisa,o problema são esses jogadores pé de rato que entra no campo com mal vontade de jogar tm que colocar os moleque da base para jogar troca esse goleiro e coloca o coronel,e ai vai