
Desde que chegou ao Tricolor no início do ano, o camisa 8 tem lutado contra as lesões. Durante a disputa do Campeonato Paulista, esteve em campo em três oportunidades, mas não conseguiu completar uma única partida. Na última tentativa, ficou dois meses (ao todo, foram 12 partidas) fora para tratar uma nova lesão na panturilha direita acusada no início de uma partida contra o Mogi Mirim. Fez uma pré-temporada específica e treinou durante três semanas para ganhar ritmo de jogo até voltar aos gramados. Mas o que finalmente parecia caminhar bem durou apenas 21 minutos. No primeiro tempo do confronto contra o Atlético-MG, no Morumbi, o volante caiu no gramado e, com a mão no joelho, saiu carregado do gramado.
O procedimento cirúgico de Fabrício deverá ser realizado ainda nesta semana. Seu caso é semelhante ao do meia argentino Marcelo Cañete, que chegou ao Tricolor no ano passado, jogou apenas duas partidas e também sofreu uma ruptura de ligamento no joelho. Desde então, Cañete segue em uma longa e entediante recuperação no Reffis.
Na somatória de quatro partidas, Fabrício somou 102 minutos em campo. Diante do esforço do camisa 8, o técnico Emerson Leão não conteve sua chateação. Após a partida do último domingo, o treinador disse na coletiva de imprensa: “Eu custei a acreditar que era ele que estava no chão. Mas os fortes têm de se superar e buscar ajuda em todos os lugares. Preferia ter perdido o jogo do que perder o Fabrício”.
O setor ocupado pelo camisa 8 continua crítico para o treinador, que além das baixas (Wellington também está no DM) deve perder Denilson no final deste mês.