
“Acreditamos que é algo muito bom ao futebol brasileiro e ao País para mostrar que contratos assinados têm valor e devem ser cumpridos”, disse o diretor de futebol Adalberto Baptista. “O futebol brasileiro ficou satisfeito. Vários dirigentes me ligaram, presidentes falaram com o Juvenal (Juvêncio, mandatário do Tricolor). Era uma causa importante. Imagine a liberdade que queriam, seria acabar com toda a formação de atletas no Brasil.”
No São Paulo, a satisfação econômica são de R$ 15 milhões que serão pagos até o início do próximo ano: R$ 5 milhões devem ser depositados agora, outros R$ 5 em junho e duas parcelas de R$ 2,5 milhões devem ser quitadas até os primeiros meses de 2013. A informação no clube é de que o Inter, os empresários do atleta e o banco BMG dividirão igualmente o valor.
“Firmamos contrato para que o atleta jogasse no nosso clube, a satisfação seria o cumprimento do contrato. Diante de quase 30 meses de liminares, medidas judiciais, sem poder contar com o atleta e tendo várias partes interessadas, o valor finalmente auferido foi o maior da história entre clubes brasileiros”, lembrou Adalberto Baptista.
O valor ainda é R$ 2 milhões abaixo do que a pretensão inicial do Tricolor. “São vários cálculos que podem ser feito. O Inter começou falando em R$ 2,5 milhões, depois R$ 4,2 milhões, e fizemos uma conta mais favorável para chegarmos aos R$ 17 milhões. Mas o valor da multa efetiva, sem discussão, é de R$ 9,2 milhões se ele tivesse saído quando parou o contrato. A diferença para os R$ 15 milhões foi acertada entre as parte para compensar o prejuízo do tempo em que ficamos sem contar com o atleta”, explicou o diretor de futebol.
De qualquer forma, a lição que o São Paulo diz dar é moral. “Nem consideramos um acordo. O lado moral e contratual da causa tem muito mais valor do que o valor econômico. É muito importante a validade e a forma correta como o São Paulo administra seus contratos”, enfatizou Adalberto Baptista.