Referência à Marta e o "Constrangimento Educativo"
A análise de Raí passou pela evolução histórica das referências no esporte:
Fator Marta: O ídolo citou a Rainha para ilustrar como o cenário mudou: "A Marta não teve referências; as meninas de hoje têm". Esse ciclo de inspiração é o que garante a sustentabilidade do crescimento do setor.
Dura Crítica a Gustavo Marques: Sem papas na língua, Raí repudiou os ataques do zagueiro do Bragantino contra a árbitra Daiane Muniz. Para ele, o futebol feminino tem o papel de "calar" aqueles que ainda propagam preconceitos, tornando atitudes machistas socialmente inaceitáveis e constrangedoras.
Sinergia no Campo: O apoio de Raí ecoou o recente desabafo de Carol Baiana, do Santos, que na última segunda-feira (23) exigiu publicamente respeito às mulheres após o empate contra o Cruzeiro.
A Visão do Ídolo sobre o Futuro
A leitura de jogo social de Raí aponta para um caminho sem volta:
Audiência e Mercado: O crescimento nos números de patrocínio reflete uma mudança de percepção do público, que passa a consumir a modalidade pela sua qualidade técnica e não apenas por "causas".
Papel Educativo: O ex-jogador acredita que o futebol tem o dever de ser um espelho para a sociedade, expondo o machismo para que ele não se repita.
Presença em Paris: Sua visita à Seleção Feminina nos Jogos de 2024 foi reafirmada como um compromisso pessoal com a valorização das atletas.
Para a torcida do São Paulo e para os amantes do futebol, as palavras de Raí servem como um lembrete de que a organização tática de uma sociedade mais justa também passa pelas arquibancadas. O "Violino" de sua técnica agora dá o tom de uma cobrança por civilidade, provando que ser ídolo em 2026 exige um posicionamento firme diante dos desafios sociais.
Palavras-chave: São Paulo FC, Raí, Futebol Feminino, Machismo no Futebol, Marta, Carol Baiana, Gustavo Marques, Gestão Esportiva.