A reportagem intitulada "Racha e canetas emagrecedoras: os bastidores da crise do DM no São Paulo", divulgada na última sexta-feira, expôs detalhes da turbulência vivida pelo departamento médico do clube em 2025. O foco da polêmica recai sobre o médico nutrólogo Eduardo Rauen, cuja prescrição do medicamento Mounjaro para atletas teria provocado um racha interno e acentuado divergências entre profissionais mais antigos e o novo modelo de trabalho implementado.
Profissionais do DM relatam que a falta de integração entre equipes, associada à ausência de uma cadeia de comando unificada — com médicos ligados a diferentes conselheiros — contribuiu para que a crise ganhasse proporções maiores. O episódio envolvendo o Mounjaro se tornou, segundo relatos, o estopim de um ambiente já fragmentado.
Alguns atletas do São Paulo reclamaram do uso de Mounjaro, um medicamento para diabetes e emagrecimento, que teria sido prescrito sem o conhecimento do departamento médico fixo do clube, gerando polêmica e um racha interno. O uso da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, por atletas de alto rendimento é controverso e pode ter efeitos colaterais que afetam diretamente o desempenho.
Principais Reclamações e Problemas
• Fadiga e Falta de Energia: um dos principais efeitos adversos relatados por pacientes — incluindo atletas — é a queda de energia, que interfere diretamente na performance e nos treinos de alta intensidade.
• Problemas Gastrointestinais: náusea, vômito, diarreia, constipação e dor abdominal estão entre os efeitos colaterais mais comuns, prejudicando a rotina e o bem-estar dos jogadores.
• Prescrição Irregular: a polêmica aumentou porque a medicação teria sido administrada de forma isolada, sem o aval do departamento médico principal, levantando dúvidas sobre segurança e legalidade dentro do clube.
• Riscos de Saúde: a manipulação ilegal de tirzepatida vem sendo investigada pela Polícia Federal, já que produções irregulares podem trazer riscos graves aos usuários.
O Mounjaro atua reduzindo o apetite e controlando a glicemia, sendo indicado para condições clínicas específicas — não para fins estéticos ou uso recreativo por atletas saudáveis.
Ao ser questionado pelo UOL, Rauen defendeu sua atuação e afirmou que segue um modelo de trabalho baseado em ciência e já aplicado com bons resultados em Cotia. Ele explicou que integra uma equipe multidisciplinar composta por médico do esporte, nutricionista, educador físico e fisiologista, apoiada por uma estrutura tecnológica avançada. Segundo o nutrólogo, sua presença física ocorre às sextas-feiras, mas o acompanhamento dos atletas é contínuo ao longo da semana.
Rauen reforçou que sua proposta é individualizar protocolos nutricionais para melhorar composição corporal, reduzir lesões e aumentar desempenho. Ele citou que, na base, houve queda significativa no índice de lesões após a adoção de novos métodos de acompanhamento físico e nutricional.
Sobre a acusação de que o aumento de lesões estaria ligado ao uso do Mounjaro ou à sua abordagem, o médico foi categórico ao dizer que os problemas antecedem sua chegada e que não existe relação causal entre sua metodologia e a crise sofrida pelo clube ao longo da temporada.
Rauen também se posicionou sobre a procedência dos medicamentos, afirmando que todos são regularizados pela Anvisa e que a escolha do fornecedor é uma decisão do paciente desde que a origem seja oficial e segura. Ele ressaltou que rótulos diferentes podem aparecer conforme o país de fabricação, mas isso não representa irregularidade.
Reconhecendo a existência de ruídos internos, Rauen destacou a necessidade de maior alinhamento entre os profissionais do DM. Para ele, o foco precisa estar no atleta, com decisões baseadas em dados científicos e integração entre todos os setores, evitando a repetição de crises e fortalecendo a performance do São Paulo para 2026.
O nutrólogo também explicou que sua função envolve a implementação do TECFUT, setor de diagnósticos individualizados que visa otimizar saúde, desempenho e prevenção de lesões. Ele afirmou que 2025 foi um ano de aprendizado difícil, mas que as soluções já começaram a ser colocadas em prática.
Concluindo, Rauen afirmou que o clube está estruturando processos baseados em ciência, análise individual e trabalho multidisciplinar, com o objetivo de devolver estabilidade ao setor médico e elevar a performance dos atletas na próxima temporada.
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Resumindo: todo departamento médico,pondo o risco à saúde e até a vida dos jogadores!
Estava muito estranho,de um clube ter tantos jogadores “lesionados”,durante a temporada!
Como casares é frouxo: os médicos e responsáveis do clube,vão matar os jogadores e quem pagará as contas será o clube e não o bolso do casares!
O SPFC tá é lascado com esses conselheiros malditos. Tinha que separar de vez o social do futebol do clube.
Tão eficiente que o time não teve lesionados no ano e a aptidão física estava incrível