Obviamente, dentro de campo, é possível que o time mais modesto do São Paulo supere o Flamengo. Mas é inegável que há um oceano de distância entre o que construíram os dois clubes nos últimos anos apesar de ambos disputarem a Série A próximo da ponta da tabela. E essa diferença tem relação não apenas com o volume de dinheiro envolvido em cada time, mas também com a forma como ele é gerido.
LEIA TAMBÉM: Destaque do São Paulo, Brenner tem 'aval' de Ceni e multa de R$ 337 milhões
Até o final de 2019, o Flamengo investiu R$ 526 milhões em contratações nos últimos cinco anos. No mesmo período, o São Paulo gastou R$ 416 milhões para levar jogadores ao Morumbi. Estão portanto na 2a e na 3a posição entre os clubes que mais investiram em atletas nesta época, atrás do Palmeiras. Os números são do levantamento do Itaú/BBA em cima das finanças dos times nacionais e não consideram a atual temporada.
Mas há uma diferença entre os clubes. Neste período de cinco anos, o Flamengo teve R$ 3 bilhões em receitas. Enquanto isso, o São Paulo acumulou R$ 2 bilhões em rendas. Todos os números são do Itaú/BBA.
Ora, então, temos que o São Paulo gastou praticamente 80% do que o Flamengo em formação em elenco, mas só tinha dois terços de sua renda. Obviamente, a conta não fechava. E não fechou.
No ano passado, o São Paulo, de novo, acelerou com investimentos de R$ 130 milhões em seu elenco, com jogadores como Pablo, Pato, Hernanes. Seu custo com pessoal atingiu R$ 234 milhões. Era uma acréscimo de R$ 66 milhões em relação ao ano anterior. Nesta conta, entram atletas como Daniel Alves. Resultado: um aumento da dívida para R$ 503 milhões, quase dobrando.
Qual foi a compensação? O São Paulo tem na sua melhor formação atual um ataque com Brenner e Luciano, jogadores sem custo de contratação para o clube. Os caros Hernanes, Pablo e Pato foram ficando para trás, inclusive o último deixou o clube.
Do outro lado, no ano passado, o Flamengo gastou R$ 223 milhões em contratações de jogadores. Entre eles, estão Gerson, Bruno Henrique e Arrascaeta, todos jogadores fundamentais para o clube.
O clube também teve aumento de dívida que chegou ao mesmo patamar de R$ 500 milhões. Só que a receita cresceu junto, o que permite pagar pelas contratações parceladas e por uma folha salarial maior do que a são-paulina. O clube teve custo de pessoal de R$ 358 milhões.
Com isso, o São Paulo entrou na atual temporada tendo que desacelerar seus investimentos. Reduziu contratações, teve de vender atletas e rescindiu jogadores como Pato. O Flamengo entrou em 2020 mantendo investimento em alta, como foi o caso de Gabigol, Michael e Léo Pereira (este joga, mas o retorno ainda não é o esperado). Independentemente do resultado do Maracanã, a comparação entre os clubes mostra quem nem sempre gastar é suficiente para se construir um grupo consistente e vitorioso.
são paulo spfc flamengo brasileiro investimentos política plano
Investe em jogador mas não Investe em técnico ,se continuar com esse pensamento de só contratar invenções de técnico vai ficar 20 anos na fila
Essa política do São Paulo é um desgraça, como eles querem investir se já começou errado com o treinador burro, diniz nunca ganhou nada, qual os méritos ele tem pra comandar um time tão grande feito o São Paulo?
Quando tinhamos o milton cruz nossas contratacoes eram bem melhores e certeiras
Pura incompetência e má administração de Elenco. Tem que fazer contratações pontuais, mas aqui a Independente pediu, a diretoria traz.
Pura incompetência.Só isso.