Indiretamente, o Tricolor foi determinante para a maior conquista dos 95 anos de história do Mirassol: um luxuoso Centro de Treinamento.
LEIA TAMBÉM: Luis Fabiano sonha em fazer último gol pelo são Paulo e talvez receber cartão amarelo
Revelado pelo Mirassol, o atacante Luiz Araújo logo se transferiu para o São Paulo após chamar atenção nas categorias de base. Após bom desempenho no time profissional, foi vendido pelo Tricolor ao Lille, da França, em 2018.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2020/N/z/dDBvkMR8qiBjBnEg9tuQ/whatsapp-image-2020-06-25-at-13.40.28-2-.jpeg)
Centro de Treinamento do Mirassol conta com academia completa — Foto: Divulgação/Mirassol FC
Do total de R$ 30,3 milhões, 80% ficaram com o São Paulo, e os outros 20% (R$ 7,7 milhões) ficaram com o Mirassol, clube formador do jogador. E foi com esse dinheiro que o time do interior paulista deu o pontapé em busca de ascensão no cenário nacional.
A construção do Centro Treinamento em uma área de 1,5 mil m² com quatro campos, academia, vestiários, sala de imprensa, lavanderia, cozinha e refeitório, rouparia e 20 apartamentos que podem acomodar até 40 jogadores, fazem o clube sonhar alto com a projeção no cenário nacional.
Atualmente na Série D do Campeonato Brasileiro, o time sonha ao menos em chegar à Série B nos próximos três anos.
Base foi a salvação
Dentro de campo, o Mirassol disputa pelo quarto ano consecutivo a elite do Campeonato Paulista após oscilar entre acessos e rebaixamentos nos últimos anos. No total são dez participações. E na atual temporada, o time faz uma das melhores campanhas da história. E sonhava, antes da paralisação por causa da pandemia de coronavírus, ser a grande surpresa em busca do inédito título.
Dono do melhor ataque e da quinta melhor campanha antes da pausa, o Mirassol viu o sonho virar pesadelo com a saída de 18 jogadores, entre eles os meias Camilo e Chico, além dos volantes Luís Oyama e Neto Moura. Todos, aliás, foram contratados pela Ponte Preta.
A saída dos principais jogadores obrigou o Mirassol a adotar uma estratégia interessante: em vez de ir ao mercado em busca de peças pontuais para encerrar o estadual, o clube promoveu 11 jogadores das categorias de base e deixou as contratações para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro, grande objetivo na temporada. O elenco atual do Leão tem média de idade de apenas 23 anos.
O estilo de jogo não mudou. Comandado por Ricardo Catalá, o Mirassol tem como principal característica a posse de bola e troca de passes, um padrão muito semelhante ao de Fernando Diniz, do São Paulo. O grande jogo da equipe no campeonato foi a vitória sobre o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto, por 6 a 0.
Mas a saída de peças importantes fez o time perder força ofensiva, passando em branco nos dois jogos após o retorno do Paulistão. O grande desafio do Mirassol é recuperar a ofensividade para começar a pensar em surpreender o São Paulo em pleno Morumbi.
São Paulo, CT, Mirassol, Paulistão, SPFC
Com 20% do valor de uma das últimas vendas de jogador do São Paulo, um clube constrói um CT, no tricolor não sabemos para onde vai...
1,5 mil m2 ?? Tem erro aí . Só um campo de futebol de campo tem 7,0 mil m2 !!