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"O que era para ser ruim aumentou a expectativa ainda mais. E qual é a sequência natural disso? Jogou dez minutos? Próximo jogo vai jogar 15. É normal que qualquer treinador faça isso. No dia seguinte, todos os programas esportivos do Brasil e do mundo dando uma repercussão muito grande e aquela expectativa: 'Falcão vai ser titular no próximo jogo? Não vai ser titular? Vai jogar mais, vai jogar menos?'. No próximo jogo, o que aconteceu? Fui cortado." disse Falcão.
De acordo com o craque, o projeto "começou errado" e nunca evoluiu. Falcão foi a campo dias após a apresentação do elenco, quando a ideia inicial era de só treinar por um mês. O teste terminou em 18 de abril, no dia seguinte à única vez em que o camisa 12 foi titular. Ele iniciou a partida protocolar de um São Paulo já campeão paulista contra o Mogi Mirim. Perdeu dois gols e saiu no intervalo. Em pouco mais de três meses, acabou a aventura sem que ele tivesse, de fato, uma sequência sob o comando de Emerson Leão. Em 21 jogos, participou apenas de seis. A maioria entrando nos minutos finais.
"Quando eu fechei com o São Paulo, eu fechei com o presidente. E o presidente fechou comigo sem ter avisado o treinador. Se eu sou o treinador, eu também ia ficar chateado porque, pô, eu sou o treinador e vai me empurrar um jogador? Então acho que começou errado. E ainda mais sendo o Leão. O Leão tem essa coisa, 'passou por cima de mim'. (...) Tem algum momento que vira essa página, sabe? E nunca teve isso."
"Minha cabeça começou a inverter. 'Pô, para que eu tô aqui passando por isso?'. Eu queria estar naquele ambiente de jogo, jogar ou não é opção do treinador. Eu pensei: 'Acabei de ser melhor do mundo e estou aqui nem sendo relacionado?'. Pelo fato de ter o plano B, comecei a ver o lado ruim da coisa. No terceiro mês, já estava decidido a voltar. Eu tinha um contrato de seis meses, renovável por mais três anos. O São Paulo pôs na mesa uma oferta, até porque eles sabiam que o Leão ia sair. Tanto que ele saiu na terça, eu saí na quarta".
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O problema é que os técnicos no Brasil são muito teimosos, e por isso que as vezes os clubes trocam tanto. O Leão era o maior birrento, o Muricy era outro, tanto que quase queimou o Hernane, pois para ele colocar o profeta jogar em 2007, o presidente teve que escalar ele, senão talvez o antigo camisa 32 teria saído e brilharia em outra equipe.
Pegou logo a carniça do Leão...n deu pra brilhar....