Lado bom, não há risco de exclusão do programa. Lado ruim, há liberdade futura de acumular mais dívidas.
O PROFUT é um programa de responsabilidade fiscal criado em 2015 que financiou as dívidas dos clubes de futebol para que pudessem ter fôlego e continuar existindo. O São Paulo, por exemplo, negociou com a União mais de R$ 80 milhões em dívidas com redução de juros, livres de encargos, parcelado em 20 anos e com desconto nas parcelas nos primeiros 5 anos.
Até 2015 a maior parte dos clubes brasileiros se afundavam em déficit e o PROFUT foi criado para que as entidades não tivessem seus patrimônios(estádios, clubes, jogadores...) penhorados e leiloados até falirem, de fato. Para entrarem e permanecerem no programa de financiamento de dívida foram criadas regras que os clubes são obrigadas a seguir, tais como: criar/manter um time de futebol feminino ativo, manter os salários em dia, não estourar em mais de 5% a previsão orçamentária anual, não aumentar dívidas, não antecipar verbas, diminuir dívidas, etc.
O Apfut (Autoridade Pública de Governança do Futebol) é o órgão criado para fiscalizar se as regras do PROFUT estão sendo cumpridas, porém, a entidade perdeu força nos últimos dois anos desde que o Ministério do Esporte foi extinto e transformado em uma pasta acoplada ao Ministério da Cidadania na mudança de gestão do Governo Federal em 2018.
O antigo presidente da Apfut Luiz André de Figueiredo Mello foi trocado em junho do ano passado e um novo presidente foi nomeado Agosto, porém, foi exonerado no início deste ano e a entidade segue sem governança e, portanto, parada na fiscalização.
O Cruzeiro lutava para não reverter em primeira estância o processo de exclusão do programa por acumular dívidas e atrasar salários e parcelas. Além do São Paulo, o Corinthians, Vasco e Fluminense são outros times que poderiam sofrer duras penas por não seguir as regras, porém a parte mais interessante é que a denúncia geraria o afastamento de 5 anos do presidente da entidade por irresponsabilidade com as contas do clube.
Não há previsão para que o órgão fiscalizador volte já que o esporte não é considerada pasta prioritária e, ainda por cima, fiscalizar o futebol seria uma ramificação de uma pasta secundária tornando-se um assunto distante dos interesses de serem regularizados. Todo este processo acontece na controvérsia de um país que luta pela profissionalização do futebol e contra os efeitos do futebol moderno.
No fim das contas, Leco não deve ser afastado não por não ter infringido as regra do PROFUT, mas sim por falta de um órgão que fiscalize. Está previsto no Estatuto que deveria ser afastado, mas o Presidente do Conselho, Marcelo Pupo, não aceita as denúncias do Conselho Deliberativo sobre as irregularidades do seu presidente. Por que?
Isso é muito sério, com uma informação concreta de que estourou o orçamento de 2019 em 200%, ferir o estatuto do clube e não acontecer nada para punir os responsáveis.... quem teria que fazer algo já é suspeita de favorecer os infratores, se a torcida quer uma oportunidade para tirar o Leco, esse é o melhor momento.
Estourou o orçamento em 200% isso já é caso pra impeachment imediato , porque o conselho não abriu um processo pra tirar o Leco ? Isso mostra que o fundo do poço não vai acabar
Fora leco
Tá pior que o STF.
Destruidores !!
Só tem bandido ....