LEIA TAMBÉM: São Paulo lucrou R$ 33 milhões com atletas que nunca atuaram no profissional
E o culpado foi o próprio clube no qual derrotou na final. Fora da Copa do Mundo de 1986 por causa de uma lesão na panturrilha, o jogador que defendia a Roma já estava acertado com a equipe rubro-negra.
"Tinha um contrato assinado com o Milan de três anos para ganhar um milhão e meio de dólares, era o maior da minha vida. Mas como fui cortado do Mundial eles acreditavam que estava com alguma contusão grave. Havia uma cláusula que se eu não jogasse o Mundial poderiam rescindir comigo", recordou o hoje treinador para o site da ESPN.
Ainda abalado por não poder atuar com o time de Telê Santana em 1986, Cerezo ainda viu sua situação piorar quando voltou ao clube da capital italiana.
"Meu contrato com a Roma estava acabando e o [treinador] Sven-Göran Eriksson não me queria mais no time. Ele queria trazer um jogador sueco que estava no Pisa. Estávamos jogando a final da Copa Itália contra a Sampdoria", recordou.
"Ele perguntou se eu queria jogar, daí respondi que 'sim', mas fiquei no banco de reservas o tempo todo. Faltando 5 minutos para o final do jogo ele perguntou se eu queria jogar, acho que ele fez isso achando que não queria jogar e ia estourar ali mesmo", prosseguiu.
A Roma vencia a partida por 1 a 0, mas a decisão estava empatada porque na primeira partida da final disputada em Gênova, os donos da casa tinham vencido por 2 a 1.
"Só que ele se ferrou. Como estava me despedindo do torcedor romanista que gostava muito de mim, eu fui para o campo. Em uma bola cruzada na área eu fiz o gol de cabeça aos 45 minutos do segundo tempo e fomos campeões. Depois disso, a Sampdoria me levou", afirmou o ex-volante.
Toninho ficou por seis temporadas no time genovês e virou ídolo. A equipe treinada por Arrigo Sacchi era fortíssima e Cerezo ainda tinha estrela contra o Milan.
"Toda vez que jogava contra Milan eu fazia gol, era impressionante porque parecia até que era um castigo para eles (risos)", relembrou.
Após uma passagem brilhante pela Itália, ele voltou já veterano ao Brasil para atuar no São Paulo, em 1992. Fez parte da geração mais vitoriosa da história do clube e teve a chance de dar mais uma pancada no clube que o menosprezou no passado, com uma atuação de gala no bicampeonato mundial.
"Depois que vencemos a final, os diretores do Milan foram até o vestiário e me cumprimentaram. Disseram que foi um erro o que fizeram comigo lá atrás. Eu sempre falava na imprensa italiana que eles tinham rescindindo meu contrato", garantiu.
LEIA TAMBÉM: São Paulo planeja renovar contrato de Rojas até o fim desta temporada
São Paulo, toninho cerezo, milan, mundial
Cerezzo jogou muito.... Um atleta classudo, jogava de fraque
Cerezo foi um craque exemplar, grande jogador, muito orgulho por ter envergado o manto tricolor.
Cerezzo foi o cara
Ele fez sua historia no SPFC merece o respeito de todo nois tricolores
Esse era craque.... jogava muito.....
Eu vi que o Atlético mineiro quer contratar luiz Araújo joga muito