[ANÁLISE SPFC.NET]: São Paulo 2x1 Santos - Não precisa mais cortar o cabelo de ninguém
São Paulo vence e convence no último clássico antes do mata-mata
Fonte spfc.net
15 de Março de 2020
Duas ações definiram o clássico de sábado, sem torcida, no Morumbi. A merecida expulsão de Jobson, nos minutos finais do primeiro tempo, e a substituição de Fernando Diniz, no intervalo. Apesar que na minha visão o São Paulo conseguiria vencer o jogo mesmo se Jobson sendo expulso devido a quantidade de chances e finalizações e a alteração foi crucial.
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Com um jogador a mais, o São Paulo voltou com Pablo no lugar de Bruno Alves. Um zagueiro por um atacante. Pouco convencional, mas treinado. O Santos vencia por 1 a 0 e, até então, travava os caminhos mais usuais do Tricolor, com Pituca e Jobson encurtando espaços e fechando linhas de passes para Daniel Alves e Igor Gomes, pelo centro.
Na primeira etapa, Reinaldo e Vitor Bueno foram esquecidos do lado esquerdo. O jogo do tricolor num triste Morumbi deserto se inclinou à direita, com Antony insistindo na jogada de sempre, o corte para dentro, para tentar usar o melhor pé, o canhoto (cruza errado e repete a jogada). Juanfran não deu opção de ultrapassagem no corredor – corretamente, priorizou o posicionamento defensivo num setor em que tinha de enfrentar Soteldo – e o time ficou sem profundidade.
Em sua primeira finalização no jogo ( no total foram 3), o Santos abriu o placar. Antony errou a saída e, com velocidade, precisão e beleza, a bola rodou da esquerda para a direita do ataque: Felipe Jonatan – Sánchez – Arthur Gomes – Sánchez – Pará – Arthur Gomes. Belo gol, tenho que admitir. Belo e raro, pois sem a participação de Soteldo. O venezuelano é o jogador mais perigoso do Peixe, mas sentiu bastante a falta de Eduardo Sasha e suas flutuações que desordenam defesas rivais e geram espaços para o pequenino receber bolas no mano a mano.
A duríssima falta de Jobson sobre Daniel Alves mudou o rumo do clássico. O volante do Santos não foi boa opção de início da construção, mas sem a posse de bola conseguiu ocupar bem o espaço que o São Paulo gosta de utilizar para circular a bola.
Ao tirar um zagueiro, Fernando Diniz deu um xeque-mate. Conquistou a superioridade no meio-campo, empurrou as duas linhas de marcação do Santos para trás ao espetar Vitor Bueno e Pato por dentro, Pablo pela direita e Antony na esquerda, como uma espécie de lateral, e com isso abriu campo para Daniel Alves e Tchê Tchê jogarem. Tudo isso resultou numa equipe mais intensa.
Sem um volante entre os suplentes, Jesualdo Ferreira optou por não mexer no Santos depois do cartão vermelho de Jobson. É muito mais fácil escrever depois, mas o português poderia ter reagido à nova formação do São Paulo com um zagueiro improvisado como volante, ao lado de Sánchez.
Em vantagem numérica, o São Paulo insistiu em afunilar ofensivamente e tentar triangulações curtas na entrada da área, setor congestionado pelos santistas. O mesmo jogo pelos lados poderia esticar a defesa adversária e render melhores frutos.
Talvez, por isso, os gols da virada tenham surgido em decorrência de bolas paradas em que a zaga e Everson se embananaram, e Pablo aproveitou. Justo ele, que precisava ficar de bem com a torcida, não teve a presença do público para festejar seus dois gols, a virada.
Os minutos finais novamente foram nitidamente influenciados pelas arquibancadas vazias. O São Paulo perdeu chances de ampliar e o Santos, dominado, não foi em nenhum momento perigoso.
LEIA TAMBÉM: Técnico do São Paulo repete estratégia com Pato, e Pablo se candidata a vaga no tricolor
São Paulo, clássico, análise, Santos, vitória, paulistão
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Com um jogador a mais, o São Paulo voltou com Pablo no lugar de Bruno Alves. Um zagueiro por um atacante. Pouco convencional, mas treinado. O Santos vencia por 1 a 0 e, até então, travava os caminhos mais usuais do Tricolor, com Pituca e Jobson encurtando espaços e fechando linhas de passes para Daniel Alves e Igor Gomes, pelo centro.
Na primeira etapa, Reinaldo e Vitor Bueno foram esquecidos do lado esquerdo. O jogo do tricolor num triste Morumbi deserto se inclinou à direita, com Antony insistindo na jogada de sempre, o corte para dentro, para tentar usar o melhor pé, o canhoto (cruza errado e repete a jogada). Juanfran não deu opção de ultrapassagem no corredor – corretamente, priorizou o posicionamento defensivo num setor em que tinha de enfrentar Soteldo – e o time ficou sem profundidade.
Em sua primeira finalização no jogo ( no total foram 3), o Santos abriu o placar. Antony errou a saída e, com velocidade, precisão e beleza, a bola rodou da esquerda para a direita do ataque: Felipe Jonatan – Sánchez – Arthur Gomes – Sánchez – Pará – Arthur Gomes. Belo gol, tenho que admitir. Belo e raro, pois sem a participação de Soteldo. O venezuelano é o jogador mais perigoso do Peixe, mas sentiu bastante a falta de Eduardo Sasha e suas flutuações que desordenam defesas rivais e geram espaços para o pequenino receber bolas no mano a mano.
A duríssima falta de Jobson sobre Daniel Alves mudou o rumo do clássico. O volante do Santos não foi boa opção de início da construção, mas sem a posse de bola conseguiu ocupar bem o espaço que o São Paulo gosta de utilizar para circular a bola.
Ao tirar um zagueiro, Fernando Diniz deu um xeque-mate. Conquistou a superioridade no meio-campo, empurrou as duas linhas de marcação do Santos para trás ao espetar Vitor Bueno e Pato por dentro, Pablo pela direita e Antony na esquerda, como uma espécie de lateral, e com isso abriu campo para Daniel Alves e Tchê Tchê jogarem. Tudo isso resultou numa equipe mais intensa.
Sem um volante entre os suplentes, Jesualdo Ferreira optou por não mexer no Santos depois do cartão vermelho de Jobson. É muito mais fácil escrever depois, mas o português poderia ter reagido à nova formação do São Paulo com um zagueiro improvisado como volante, ao lado de Sánchez.
Em vantagem numérica, o São Paulo insistiu em afunilar ofensivamente e tentar triangulações curtas na entrada da área, setor congestionado pelos santistas. O mesmo jogo pelos lados poderia esticar a defesa adversária e render melhores frutos.
Talvez, por isso, os gols da virada tenham surgido em decorrência de bolas paradas em que a zaga e Everson se embananaram, e Pablo aproveitou. Justo ele, que precisava ficar de bem com a torcida, não teve a presença do público para festejar seus dois gols, a virada.
Os minutos finais novamente foram nitidamente influenciados pelas arquibancadas vazias. O São Paulo perdeu chances de ampliar e o Santos, dominado, não foi em nenhum momento perigoso.
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Background, vamos dar um upground na mente e pensar positivamente.
Nao é porque fez 2 gols acha que vai ser titular. Ele joga melhor quando fica facil , sem marcacao, agora com marcacao em cima dele , nao consegue fazer nada. O Santos estava perdido na marcaçao e nao marcava bem.Ele se aproveitou da pessima marcacao e fez os gols. Agora no 11 x11 ele Pablo nao consegue se destacar. Prefiro Vitor e Pato ainda na frente como TITULARES...