Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Depois de três anos de enrolação, a cúpula do São Paulo decidiu enterrar de vez qualquer projeto de tornar o clube democrático com eleição direta para presidente do clube pelos sócios. Nesta semana, o repórter Bruno Grossi, aqui do UOL, revelou que as justificativas usadas foram a presença de torcedores rivais no quadro de sócios do clube e a suposta modernidade do estatuto do tricolor paulista. Trata-se de um escárnio com o sócio e com o torcedor são-paulino.
O São Paulo é um dos clubes mais conservadores entre os grandes do Brasil —talvez esteja na liderança nesse quesito. Para se ter ideia, restam apenas o clube do Morumbi, o Cruzeiro e o Atlético-MG com eleições indiretas entre os maiores times do Brasil. O Vasco está em processo de transição para eleição direta, já pré-aprovada.
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Quando eu cobria São Paulo pela "Folha de S. Paulo", há uns dez a 12 anos, ouvia dos dirigentes são-paulinos a mesma desculpa para manter a condição antidemocrática. "Há torcedores de outros times sócios que podem interferir". Agora, o estudo do São Paulo mostrado pelo UOL repete o argumento: "Embora não haja um estudo que comprove precisamente a quantidade, tem-se o conhecimento e convicção de que metade dos 'sócios do São Paulo Futebol Clube não (são) efetivamente torcedores."
Primeiro, o estudo admite que toma uma decisão baseado em um dado que não é comprovado por fatos checados, isto é, a diretoria são-paulina sequer se deu ao trabalho de levantar qual o percentual de torcedores de outros times no seu quadro. Segundo, se essa tese fosse verdadeira, não seria o único clube a ter torcedores de rivais. Terceiro, era só incluir sócios-torcedores entre os votantes que isso facilmente se diluiria.
No mesmo documento, o clube define sua estrutura como "historicamente consagrada" e de "enorme tradição". Consagrado tem o sentido de aprovado, sancionado. Bem, será que essa estrutura é aprovada por obter resultados esportivos? Não os consegue de forma significativa desde 2008 quando os dirigentes repetiam esse discurso. Será que essa estrutura é aprovada pela torcida? E pelos sócios? Só podemos ter certeza mesmo que ela é consagrada pelos 200 e tantos cardeais que se favorecem dela.
Dito isso, vamos a questão essencial: já ficou claro que a cúpula do São Paulo não vai abrir mão do poder e não vai mudar nada no clube que segue sendo gerido de forma pouco transparente, por um presidente impopular (Carlos Augusto Barros e Silva) e com resultados insatisfatórios para a maioria dos que pagam a conta (torcedores). Sendo assim, o ponto é o que os torcedores e sócios são-paulinos farão a respeito?
Temos exemplos. Diante da crise generalizada, a torcida do Cruzeiro se mobilizou para pressionar pela renúncia de Wagner Pires de Sá e depois fez um movimento de associação pedindo voto direto. Ainda haverá uma discussão de reforma estatutária sobre isso, que provavelmente se dará após a eleição. É difícil acreditar que não haverá pressão forte pelo voto direto.
Mais emblemático é o movimento "Nova Resposta Histórica" feito por grupos políticos de sócios vascaínos. O Conselho Deliberativo do Vasco já aprovou a eleição direta - o atual presidente Alexandre Campello foi eleito contra a vontade da maioria dos sócios. Mas o novo formato de votação pode vir acompanhado de uma pegadinha empurrada por conselheiros com medidas anti-democrtáticas. Por isso, houve a reação dos sócios.
Baseados no Código Civil, o grupo "Nova Resposta História" tenta juntar assinaturas de um quinto dos associados do Vasco para forçar uma votação na Assembleia Geral da aprovação da eleição direta, sem pegadinha. O nome do movimento é uma referência à carta feita por dirigentes do Vasco em 1924 em que abre mão de jogar a liga carioca que tentava excluir seus jogadores negros com um argumento (falso) de que eram profissionais. Caso consigam pouco mais de mil assinaturas, os associados poderão se sobrepor ao Conselho, composto por inúmeros nomeados nas seguidas gestões de Eurico Miranda.
É esse o caminho para o sócio são-paulino. Já que seus conselheiros só pensam no próprio status, cabe aos sócios tomar o destino do clube em suas mãos. Não faz nenhum sentido um clube do tamanho do São Paulo se manter preso a essa estrutura antidemocrática e arcaica. Não existe transformação real de um clube, nem modernidade, se este não está aberto aos que pagam a conta, os torcedores e sócios.
São Paulo, Passos, Ditadura, Cardeais, SPFC
Olha vocês não deixá o time fica como o cruzeiro , paga as conta do time .
Fora Leco seu lixo devolva meu São Paulo seu azarado
Timha q haver um movimento, em vez de cornertar o Diniz virar as armas pros conselheiros e diretoria, iniciar com todos cancelando o socio torcedor, fazer manifesto, abaixo assinado e irmos pra cima!! Duvido q não terá gente q vai abraçar a idéia!! Bora se unir, pq o clube é nosso não desses milionários acomodados e que se sentem donos deles!!!
É simples, quem for sócio torcedor, deixar de ser. Qual é o sentido de você ser sócio torcedor e não poder opinar nas decisões políticas do clube? Na Espanha clubes como o Real Madrid, os sócios têm o direito de escolher o presidente do mesmo. Em Portugal, no Benfica os sócios tbm têm o direito de votar... Por isso o clube está está bagunça, cada dia se afundando. Esses velhos conselheiros só querem é mamar nas tetas do São Paulo. Os sócios torcedores têm que deixar de ser trouxas e parar de dar dinheiro pra esses safado que só sabem fazer mal ao GIGANTE SÃO PAULO. #FORALECOSAFADO#
Demorou mas entendi o Arboleda fez uma homenagem ao leleco
Vcs diligentes do sao Paulo ta de brincadeira o Leco é palmeirense ...
Enquanto tiver gente igual a esse presidente miserável, vai ser sempre assim, quem pode mudar isso é Marco Aurélio Cunha se ele vim ser o presidente
Voto direto já, não só para a eleição de presidente, mas para as principais decisões do clube. O São Paulo precisa voltar a ser vanguarda e dar exemplo para o futebol e para o país. Temos que pressionar. Temos que exigir. Queremos o São Paulo grande de novo!!!
Engracado negativarem esse topico, devem ser cardeais que so mamam no clube, ou filhos deles.
Fora Leco
Vão deixar o meu tricolor cair pra poder acordar,tem que o sócio torcedor votar e escolhee o quê é melhorar pra o clube
Ué, basta separar o futebol do social. Quem está no clube, pode ser eleito do jeito que os tais cardeais acham melhor.
No futebol, quem deveria eleger ou ter algum peso no voto seriam os sócio-torcedores que pagam mais e em dia. Dá autonomia, independência, ao futebol.
O problema é querer tratar os dois como uma coisa só, como se fosse várzea. Combina um valor de repasse mensal ao social e deixa o futebol(profissional e de base) separados, em paz.
Falta é vontade política do senhor Leco.
Esse conservadorismo está levando o nosso amado tricolor à ruína.Vide as três últimas diretorias (Juvenal Juvêncio, já morto, Carlos Miguel Aidar e Leco).Em todas elas vislumbra-se até descarada roubalheira.Porém, a cúpula tricolor é muito unida e imperialista, onde uns protegem os outros, para que o poder fique sempre entre eles e a rapinagem continue sem molestações.Nas próximas eleições para presidente será eleito um candidato da situação, podem acreditar.Assim, as falcatruas jamais virão à tona e prosseguirão desbragadamente.Quanto ao torcedor comum? que se **** Entre esses canalhas o lema é o seguinte:"nós somos nós e o resto é ***** Posso assegurar que digo isto com conhecimento de causa, porquanto conheço os bastidores do clube há mais de trinta anos.
Ué, basta separar
Somente voltaremos ao protagonismo se, mudarmos drasticamente!!! Estamos parecendo o Vaticano, necessitamos injetar sangue novo!!! O torcedor implora por mudanças!!! Dêem ouvido ao torcedor!!!
Eleições inderetas: Atlético Mineiro, Cruzeiro. Igual ao nosso tricolor? Os arcáicos que decidem quem será o presidente. Acordam, Chega com a queda do Cruzeiro.