Com um minuto de jogo, Alexandre Pato, posicionado novamente como centroavante, já havia marcado um gol após trama rápida do ataque são-paulino - o auxiliar Vitor Carmona Metestaine marcou impedimento inexistente. Antes da metade do primeiro tempo, o camisa 7 fez mais um, este com direito a drible no goleiro Oliveira, mas a arbitragem voltou a errar, dessa vez de maneira crassa, assinalando um impedimento que passou longe de existir.
Foram ainda dois pênaltis não marcados e um cartão amarelo que deveria ser vermelho para Léo Baiano, já nos acréscimos do segundo tempo, por uma entrada que fez Bruno Alves chegar ao vestiário carregado e sem conseguir apoiar o pé no chão.
Em termos de criação, talvez tenha sido a melhor partida do São Paulo desde a chegada de Fernando Diniz. Vitor Bueno e Pablo, os "pontas", se juntavam constantemente a Pato para completar as jogadas que vinham dos dois lados, com Juanfran e Reinaldo bem avançados. Hernanes também chegava bastante à área e só não fez o gol dele porque Felipe Rodrigues salvou em cima da linha.
Daniel Alves e Tchê Tchê gastavam a bola, correndo por todo o gramado e fazendo o time andar, e os zagueiros iam bem na saída de bola. Mas a bola teimava em não entrar...
Instantes antes do gol de Higor Leite, Fernando Diniz havia trocado Pato - que já jogava em intensidade menor - por Brenner, no que parece ter sido uma aposta na capacidade de finalização que o garoto mostra nos treinos. Depois, trocou Juanfran e Hernanes pela velocidade de Toró e Everton.
O São Paulo terminou com Daniel Alves pela lateral (mas procurando muito as jogadas pelo meio), Toró aberto pela direita, Vitor Bueno pela esquerda e Everton por dentro, com Pablo e Brenner juntos no comando do ataque. O time continuava com volume de jogo, mas já falhava demais na tomada de decisão. Na melhor jogada que o Tricolor construiu depois que o Novorizontino tomou a frente, Daniel Alves chegou ao fundo e cruzou para trás, de onde não vinha ninguém.
Quando o faro de gol de Brenner apareceu, aos 41 minutos do segundo, foi em um lance marcado mais pela raça do que pela técnica. O garoto empurrou a bola para a rede meio de qualquer jeito após um cruzamento meio mascado de Vitor Bueno. Irônico que o Tricolor tenha conseguido o gol dessa forma em uma partida em que criou tanto, e também que Pablo tenha tido as duas últimas oportunidades do jogo após uma falta não marcada de Arboleda, no único erro a favor do São Paulo na noite.
Os pouco mais de 14 mil torcedores que enfrentaram a chuva e foram ao Morumbi acabaram o jogo entusiasmados com a raça demonstrada pela equipe. Pode ser que esse empate, do jeito que foi, seja mais proveitoso para o futuro desse time que está ganhando cara do que uma goleada teria sido.
São Paulo, Análise, Empate,Morumbi
A noite que era pra ser do pato o juiz e o bandeira filhos da puta roubaram a cena e o tricolor.
Foi sem dúvidas o melhor jogo feito pela equipe após a chegada do Diniz, SPFC jogou muito!! Porém erros de arbitragem + nervosismo por conta dos erros de arbitragem e tempo de jogo acabando fez com que a bola nao entrasse, mas parabéns a equipe de qualquer forma
Pato >>>>> Pablo