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A temporada de Pato "acabou" na derrota por 2 a 0 para o Fluminense, no Morumbi, em 7 de novembro, partida em que ele entrou no intervalo. Depois disso, ficou seis jogos no banco e nem foi relacionado para pegar o CSA na rodada final do Brasileirão - assim como a maioria do elenco principal. O camisa 7 fechou o ano com cinco gols em 22 jogos.
Já Hernanes jogou pela última vez em 10 de novembro, quando foi acionado por Fernando Diniz nos cinco minutos finais da derrota por 1 a 0 para o Athletico-PR no Morumbi. O Profeta ficou no banco nas cinco partidas seguintes e também não viajou para o duelo com o CSA. Foram 39 jogos e cinco gols dele em 2019.
Diniz foi questionado repetidas vezes sobre a dupla e elaborou uma espécie de resposta-padrão: sempre elogia o comportamento e a dedicação dos atletas, mas diz que eles não estão rendendo o suficiente para integrarem a equipe titular. O técnico foi um pouco mais duro depois da derrota por 3 a 0 para o Grêmio, quando preferiu colocar os jovens Helinho e Gabriel Sara no segundo tempo. Na ocasião, lembrou que Hernanes e Pato entraram no intervalo contra o Flu, também com um placar bem adverso, e pouco fizeram.
"Quando entrou contra o Fluminense, vocês (jornalistas) criticaram porque entrou e não resolveu. Não é fácil você achar a equação, a gente tenta fazer o melhor. A gente fica tentando achar culpado, vilão, herói e é muito mais complexo que isso. Nesse jogo a história foi escrita com os moleques, contra o Fluminense foi com a entrada do Pato e do Hernanes. Não tem vilão ou herói, é um conjunto de coisas", disse o comandante são-paulino, negando que os dois estejam fora de seus planos
Outras pessoas do clube fazem elogios à maneira como os dois reagiram à reserva, mantendo bom relacionamento com os companheiros e com a comissão técnica. Hernanes, por sinal, manteve-se com voz ativa no vestiário e fez discursos na tradicional roda dos jogadores mesmo participando muito pouco das partidas. No São Paulo, é consenso que o principal problema do meio-campista de 34 anos nesta temporada foi físico. O Profeta teve três lesões musculares ao longo do ano, além de outros incômodos que o tiraram de jogos e treinos.
Alexandre Pato também veio da China e teve uma lesão que o brecou em seu melhor momento - após a vitória por 3 a 2 sobre o Santos, em que marcou seus últimos dois gols em 2019, ainda em agosto -, mas internamente a maior cobrança em cima dele é sobre seu foco. Todos no clube sabem que faz parte do perfil do atacante de 30 anos não demonstrar muito incômodo com situações adversas, mas a avaliação é de que ele parecia mais motivado no início da atual trajetória pelo Morumbi do que nos últimos meses. O desafio é recuperar isso. Ele também deve treinar nas férias, algo que já costuma fazer.
No momento, os dois fazem parte do planejamento do São Paulo para 2020. Isso pode mudar se uma proposta bastante vantajosa aparecer, principalmente no caso de Pato, que tem um robusto aumento salarial previsto para o ano que vem. A ideia inicial do Tricolor era fechar um contrato de risco com ele, apenas até dezembro deste ano, mas a diretoria mudou os planos para não perder a disputa com o Palmeiras e acabou fechando em definitivo até dezembro de 2022. O Tricolor não acredita que terá a possibilidade de vender o atacante, já que ele retornou ao Brasil (e especificamente à capital) para ficar próximo da esposa Rebeca Abravanel.
Se você fosse diretor do São Paulo, o que faria com Pato e Hernanes?
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