Quatro anos depois, ingressou nos juvenis da Portuguesa de Desportos, ao mesmo tempo em que trabalhava como entregador de leite para ajudar nas despesas e no sustento de sua família. Aos 17 anos, foi aprovado numa peneira e passou a jogar na base do São Paulo, até chegar aos profissionais.
No Morumbi, o ex-centroavante foi campeão paulista em 1975, 1980 e 1981, além de campeão brasileiro em 1977. O ótimo desempenho com a camisa tricolor o levou à seleção brasileira, onde foi titular na Copa do Mundo da Espanha em 1982. Neste mesmo ano, alcançou a marca de 242 gols pelo São Paulo, sendo até hoje o maior goleador da história do clube.
No ano seguinte, Chulapa se transferiu para o Santos e logo em seu primeiro ano foi vice-campeão brasileiro, terminando a temporada como artilheiro da competição nacional e também do Campeonato Paulista, com 22 gols assinalados em cada torneio.
Em 1984 conquistou o título paulista pelo time da Vila Belmiro, marcando o gol da vitória por 1 x 0 na final disputada contra o Corinthians, no estádio do Morumbi, e novamente foi artilheiro do campeonato com 16 gols.
“Havia mais de 100 mil pessoas no Morumbi. A importância do jogo e a torcida do Santos dividindo o estádio com a do Corinthians fizeram tudo parecer um filme. Fizemos o gol em uma jogada muito boa do Humberto com o Zé Sérgio. Eu estava bem colocado e consegui empurrar para o gol. Nosso time foi um dos melhores que o Santos já teve. Isso ficou para a história. Além disso, não iríamos perder aquele jogo nunca”, declarou o ex-jogador.
Serginho entrou em campo 202 vezes vestindo a camisa do Santos e marcou 104 gols, o terceiro maior goleador do time depois da chamada “Era Pelé”. Também foi treinador do Peixe na temporada de 1994 e até hoje faz parte da comissão técnica fixa do clube.
Chulapa decidiu deixar os gramados aos 40 anos e, além de São Paulo, Santos e seleção brasileira, também atuou por Marília, Corinthians, Portuguesa Santista, São Caetano e Atlético Sorocaba. Na Europa, defendeu as cores do Marítimo, de Portugal, e do Malatyaspor, da Turquia.
Em 20 anos de carreira como jogador, o ídolo de santistas e são-paulinos também é conhecido no meio do futebol por sua irreverência, seu bom humor e pelas várias confusões em que se meteu, mas é lembrado principalmente pela capacidade e pelo faro de fazer gols, sua maior especialidade.
São Paulo, Serginho Chulapa, Aniversário, 66 anos