Antes de a partida começar, torcedores se reuniram em frente ao estádio para protestar contra os dirigentes e dizer, em um cartaz, que classificar para a Libertadores não é motivo de festa, mas sim obrigação. A pressão não poderia ser maior, mas quando o árbitro apitou o início do duelo, o nervosismo parecia todo do Internacional, adversário desta noite e na disputa pela vaga direta.
Os gaúchos foram a campo com três volantes, mas foi por ali que o Tricolor jogou como quis, principalmente com Igor Gomes, que jogou como se não tivesse marcação e foi assim que enfiou passe milimétrico para Antony, o nome do jogo, tocar com o pé esquerdo na saída de Marcelo Lomba, em uma finalização de almanaque. Placar aberto diante de um rival que errava demais.
Aliás, um mérito são-paulino nesta quarta-feira foi saber aproveitar a fragilidade do Inter, tanto na parte técnica quanto na parte tática. A vantagem no placar, ainda no primeiro tempo, poderia ter sido maior, se não fossem as chances desperdiçadas. Era preciso matar o jogo para evitar perigos fortuitos, como no chute de Nonato após jogada de Guerrero.
No início do segundo tempo, porém, a boa atuação foi coroada para aliviar a tensão do torcedor. Tchê Tchê lançou Antony no contra-ataque, o atacante ganhou de Edenílson na velocidade e na habilidade, enquanto Vitor Bueno acompanhava a jogada. No momento preciso, o camisa 39 rolou para o meia-atacante que com um toque de leve só tirou de Lomba e ampliou o marcador.
Daniel Alves, que no primeiro tempo quase deixou sua marca e se destacou, continuou a boa apresentação flutuando no meio-campo sem marcação. O ritmo de outros colegas, porém, acabou diminuindo, abrindo brecha para o Internacional encostar no placar com Guilherme Parede, após descuido tricolor que começou no setor ofensivo e não foi impedido pelo defensivo.
Um aspecto negativo da atuação do São Paulo, sem dúvidas, foi a participação de Pablo, visivelmente fora de ritmo de jogo, além de aparentar estar em outra frequência em relação aos companheiros. Se não fossem as chances desperdiçadas por ele e as bolas perdidas na frente, certamente a partida teria sido mais tranquila do que foi em sua parte final. O centroavante acabou sacado nos últimos minutos para a entrada de Luan, para fechar o meio.
Os visitantes ainda tentaram ir para cima com muitos atacantes, mas o São Paulo soube gastar a bola em momentos decisivos, apesar de alguns sustos desnecessários. Nesta quarta-feira era preciso vencer, mas também era necessário chamar a torcida para perto de volta, já pensando na próxima temporada. Com uma boa atuação e a obrigação cumprida, os objetivos foram atingidos e agora é planejar 2020 com calma para não repetir os erros de 2019.
COTIA RESOLVE!
Os papeis começaram invertidos no Morumbi. O São Paulo de Fernando Diniz jogava com as linhas baixas enquanto o Inter ficava mais com a bola. O duelo seguia morno até que Igor Gomes, aos 15 minutos, fez boa arrancada pelo meio e atraiu Victor Cuesta. O meia tricolor esticou no espaço deixado pelo zagueiro colorado e deixou Antony na cara do gol. O camisa 39 deu bateu na Marcelo Lomba e colocou os mandantes em vantagem.
DEITOU E ROLOU
A partir do gol, o Internacional murchou e o São Paulo dominou por completo. Pablo, Vitor Bueno e Daniel Alves, este em cobrança de falta, assustaram Lomba. O camisa 10 do Tricolor ainda protagonizou bonito lance, em que matou no peito da grande área, encobriu o goleiro e acertou a trave, mas o bandeirinha já marcava impedimento de Pablo.
FULMINANTE
Se o Inter voltaria com novas ideias do vestiário, nem deu tempo de saber. Isso porque, logo aos três minutos da etapa final, um contragolpe de almanaque dos paulistas. De primeira, Tche-Tche deu no espaço vazio para Antony. A joia de 20 anos arrancou, tirou a marcação que retornava com um drible curto e entregou para Vitor Bueno. Frio, o camisa 12 deu um toquinho de classe no canto direito e fez 2 a 0.
TEVE SUSTO
O time da casa controlava o jogo e, por duas vezes, com Pablo e Vitor Bueno, esteve muito perto de ampliar. Mas para este São Paulo, há sempre emoção. Aos 24, Guerrero driblou um, tabelou e chutou forte de esquerda. Volpi espalmou e, no rebote, Parede achou um gol para o Colorado. A equipe gaúcha ensaiou uma pressão no fim, mas desta vez, o Tricolor se segurou e garantiu vaga na fase de grupo da Libertadores.
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