DataESPN - análise séria
São Paulo e Rogério Ceni estrearam no Campeonato Brasileiro com derrota. Pela frente, o sempre duro Cruzeiro dentro do Mineirão. Depois de uma partida para se esquecer contra o Defensia y Justicia-ARG, na última quarta-feira, os paulistas até tiveram uma melhora no seu desempenho - principalmente no 1º tempo -, mas, mais uma vez, não conseguiram entregar o resultado, tão necessário para estancar a pressão após as seguidas eliminações no Paulistão, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana.
Rogério, enfim, cedeu a alguns conceitos de jogo que não abria mão. Boas ideias, mas que não vinham sendo bem executadas. E essas mudanças não se deram apenas na estrutura posicional da equipe, que foi a campo com três zagueiros, distribuída em um 3-4-2-1 (ou mesmo um 3-4-3, veja abaixo). Vai muito além. O comportamento coletivo nas transições defensivas teve um maior equilíbrio. As reações, que até então era de se pressionar rapidamente a bola após a perda, foram s.
Manteve a ideia de pressionar, algo forte em seu modelo de jogo, mas também buscou um retorno mais rápido para atrás da linha da bola (veja na próxima imagem). O mais importante: entendeu que pode teve no início da temporada.
Com esse ajuste de ideias, o São Paulo conseguiu controlar mais espaços e, principalmente, não se desgastar fisicamente em momentos desnecessários. Foi um avanço significativo, principalmente na questão conceitual e de futuro para o trabalho.E este controle ficou nítido nos primeiros 45 minutos. Na primeira etapa, teve pelo menos três chances claras de fazer o gol. Talvez a maior delas com Cueva, que individualmente não vive um grande momento. O gol sofrido, por um lance de pura falta de concentração e seguidas falhas de cobertura, trouxe o Tricolor para a sua dura realidade: propor o jogo contra sistemas defensivos organizados. E isso Mano Menezes sabe fazer como ninguém.
O segundo tempo voltou a ser um parto para os são-paulinos que, assim como em grande parte da temporada, tiveram a bola, mas não conseguiam verticalizá-la. Passes laterais, bola rodando sem alternância de velocidade e direção, nada de infiltração... O tempo passava e os velhos erros voltavam à tona.
O pouco êxito na troca de passes dentro do último terço - região mais próxima do gol adversário se dividimos o campo em três - fez com que os cruzamentos antecipados, sempre mais fáceis para os zagueiros rebaterem, já que chegam de frente para o cabeceio, voltaram a ser explorados. No momento em que o São Paulo necessita de criatividade, passes mais rápidos e dinâmica, a insistência em dois centroavantes voltou a acontecer. Apesar de Pratto sair mais e tentar dar essa veia mais organizadora ao setor, pouco foi criado daí em diante.
O São Paulo atualmente é uma equipe confusa, ainda tentando se estabelecer. Tem muitas ideias, mas pouca execução delas. Viveu situações de todos os tipos na temporada: já ganhou sem entregar desempenho, já perdeu jogando bem e também já conseguiu não entregar nem resultado e nem desempenho, como contra o Defensia. Tudo que se discute sobre a equipe se é elevado ao máximo, seja para o bem quanto para o mal. E sabemos muito bem que não é uma coisa nem outra. E quando se vê a imagem de talvez o maior ídolo de sua história do clube à frente de tudo isso, as coisas se afloram ainda mais.
Ceni é um jovem treinador. Talvez deveria ter tido mais experiências na função antes de assumir tamanho desafio. Mas está feito. Cabe ele agora manter sua convicções (isso sempre, e é algo que eu diria para qualquer treinador), mas também saber ajustar alguns princípios para tornar o caminho daqui em diante mais tranquilo.
Suas escolhas na partida deste domingo mostram que isso é possível. A cobrança não é de uma rutpura brusca na maneira de se jogar. Isso, inclusive, é utopia. Não embarco na ideia que equipes precisam ter mais de uma maneira de jogar. Isso não existe em lugar nenhum do mundo.
Talvez seja o momento de dar alguns passos para trás para depois avançar. Digo isso nas ideias de jogo que Ceni tanto busca. É hora de recuperar a confiança dos jogadores que, visivelmente, estão mentalmente abaixo do que poderiam estar.
O jogo que o treinador são-paulino tenta implantar é complexo e inevitavelmente se choca com a cultura de futebol que temos no país. Não é demérito dançar conforme a música em um momento tão crítico. A palavra mais importante para o ex-goleiro é equilíbrio. Em todas as esferas de seu trabalho.
Twitter: @rnato_rodrigues
http://espn.uol.com.br/post/694939_rogerio-ceni-cede-a-alguns-principios-mas-sao-paulo-nao-entrega-resultado-e-hora-de-equilibrio
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