A recente derrota do São Paulo por 3 a 2 contra o Corinthians selou dois meses de comando de Roger Machado na equipe. Desde sua chegada, o treinador enfrentou alta expectativa e pressão, resultante da forma como assumiu o cargo e das incertezas manifestadas por parte da torcida tricolor. Esse cenário complicou ainda mais sua capacidade de estabelecer uma relação de confiança com os fãs do clube.
A partida evidenciou falhas defensivas críticas, com o São Paulo sofrendo o primeiro gol antes dos 15 minutos, após uma cobrança de escanteio que ficou mal defendida. Apesar de Luciano conseguir empatar em um momento oportuno, a produção ofensiva da equipe foi insuficiente, levando a uma apresentação decepcionante ao longo do segundo tempo, sem ameaças significativas ao adversário.
Os problemas táticos que já acompanhavam o trabalho de Roger voltaram à tona, como a fragilidade defensiva em situações de instabilidade e a sobrecarga no meio-campo. A ausência de Marcos Antonio se fez sentir e contribuiu para a falta de solidez da equipe. Roger não conseguiu implementar mudanças táticas que revertessem a situação, o que gerou mais insatisfação entre os torcedores e aumentou a pressão sobre seu trabalho.
O desempenho de Roger nos 16 jogos à frente do São Paulo apresenta um aproveitamento de 52,1%, resultado de sete vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Em comparação, sua última passagem pelo Internacional teve um desempenho ligeiramente superior, com 55,71% de aproveitamento. Esse cenário pode ser um reflexo das dificuldades que enfrenta para equilibrar o elenco e ajustar a organização tática da equipe.
Nos próximos dias, Roger poderá ter uma chance de reverter a situação ao enfrentar o Juventude pela Copa do Brasil. A partida em Caxias do Sul pode servir como um divisor de águas na relação do treinador com a torcida, especialmente se o São Paulo avançar na competição. Uma vitória poderia aliviar a pressão vigente e trazer um novo ânimo para o trabalho de Roger à frente do Tricolor.
Atirar em cachorro morto é fácil. Este técnico está de enfeite, ainda não está preparado para comandar times de elite.
se perder para o juventude ja era...