Edgardo Bauza, nome em que Lamenns e Tinelli apostaram.
O jornalista do Esporte Interativo, Bruno Formiga, falou sobre um texto de 2014 do site Futebol Portenho, que mostra como foi o início de seu trabalho no San Lorenzo. Procurei essa matéria, que é interessante para o momento que o São Paulo enfrenta. Aqui, o link do vídeo do repórter do EI
https://www.facebook.com/spfc24horas/videos/1142959735737432/
Vejam agora trechos da matéria do site Futebol Portenho. O texto é longo, mas vale a pena ler
http://www.futebolportenho.com.br/2014/08/15/edgardo-bauza-nome-em-que-lamenns-e-tinelli-apostaram-tecnico-com-quem-morreriam-abracados/
"Fontes ligadas à cobertura do clube dizem que um pouco antes, assim que aceitara o convite, o treinador fora perguntado sobre o elenco e se ele precisaria de reforços. “Reforços, talvez, mas essa não é a questão principal. O verdadeiro problema é que esse time não está pronto”. O Patón se referia às disputas da Libertadores. Para ele, ter vencido o Torneio local não significava muita coisa. Emocionalmente a equipe não tinha casca grossa para aguentar a principal competição continental. Ele não fazia questão de novos atletas, mas exigia que os cartolas o apoiassem, quando aparecessem as primeiras insatisfações."
"Todavia, assim que começaram os trabalhos de pré-temporada, a insatisfação começou. No primeiro treino, Bauza teria corrigido a posição de Romagnoli e de Piatti por diversas vezes. Em outras situações, colocava um ou dois atletas fugindo sem a marcação principalmente do “Pipi”. Além disso, chegou a sacar Emamanuel Mas da equipe porque o jogador não entendia que precisava ser um defensor, antes de ser um atacante."
"Curiosamente foi Romagnoli quem liderou uma rebeldia, logo abafada de forma impiedosa. Numa certa manhã, o técnico chegou ao balão do meio-campo e se deparou com os jogadores reunidos e dispostos a abandonarem “o sofrimento”. Ele chegou ao local e teria dito sobretudo a Romagnoli: “deseja ir embora? Tudo bem, está vendo aquele ônibus estacionado ali? Pois bem ele está te esperando, veio para cá apenas para levá-lo de volta a Buenos Aires”. O técnico havia previsto a rebelião e se preparado para ela."
"A situação no Torneio Final não era das melhores. A equipe perdia pontos e via seus rivais se distanciando na frente. Em vários momentos, torcedores e sócios fanáticos exigiram a cabeça do treinador. Jamais Lammens e Tinelli o deixaram de apoiar. "
A história dele no San Lorenzo foi muito parecida com a que vive aqui, jogadores paneleiros fazendo corpo mole, torcida pedindo sua cabeça, mas a direção do Ciclón confiou em seu trabalho, e cobravam muito os jogadores, mostraram que ali quem mandava era o Bauza, diferente do que vemos aqui, dirigentes frouxos estão deixando a bomba estourar nas mãos do Patón
Vejam, que o problema não é o técnico, mas sim a diretoria omissa do São Paulo. Por mais que ele pareça estar tomando decisões erradas, a culpa do que acontece com o São Paulo no momento não é dele, não podemos deixar mais um treinador levar a culpa por erros da diretoria. Pensem nisso
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