O São Paulo está se preparando para um período desafiador com eventos que, embora distintos, se interligam. Na próxima quinta-feira (15), o Tricolor enfrentará o São Bernardo no Morumbi, um reencontro com sua torcida após uma árdua espera de quase um ano. Já na sexta-feira, o clube poderá enfrentar um marco histórico, onde ocorrerá a votação do pedido de impeachment do presidente Julio Casares. A pressão das arquibancadas aumenta, refletindo um clima de expectativa e tensão.
O desempenho recente da equipe em campo trouxe um abalo na confiança dos torcedores, especialmente após a derrota por 3 a 0 para o Mirassol na estreia do Campeonato Paulista. Mesmo com uma expectativa de bom público para a partida contra o São Bernardo, o ambiente deve ser de cobrança e protestos. O Morumbi não acolhe jogos do São Paulo desde outubro do ano passado, e mesmo durante esse hiato, as manifestações contra a gestão de Casares foram recorrentes. Os grupos organizados de torcida já sinalizaram que promoverão manifestações antes e durante a partida, sinalizando que o descontentamento é generalizado.
No âmbito político, o clima é ainda mais tenso. O Clube está imerso em polêmicas, com investigações e denúncias que corroem a imagem da gestão atual. O que pode ocorrer na sexta-feira é de fato inédito na história do São Paulo: a destituição de um presidente por impeachment. Embora tenha havido renúncias em administrações anteriores, nenhum presidente foi afastado dessa maneira. Protestos de grande escala estão sendo convocados para o dia da votação, aumentando a pressão sobre o presidente que pode se tornar o primeiro a sofrer impeachment na história do clube.
A votação do impeachment, assim como o jogo, acontecerá no Morumbi e trará suas próprias controversas. O processo de votação sofreu alterações; anteriormente, a aprovação do impeachment exigia quórum presencial de 75%, com 192 votos necessários, além da proibição de votação online. Agora, o quórum permanece em 75%, mas para o impeachment é necessário o apoio de dois terços do total de conselheiros, equivalente a 171 votos. Além disso, a votação online agora é permitida, o que pode influenciar o resultado. A reunião de determinação, marcada para a sexta-feira (16), será no salão nobre do Morumbi. Se a maioria apoiar o impeachment, Casares será afastado e Harry Massis assumirá; caso contrário, o pedido será arquivado.