O São Paulo Futebol Clube recebeu a recomendação formal para revisar todos os contratos assinados por diretores envolvidos no esquema de comercialização ilegal de camarotes do Morumbis, revelado no fim de 2025. A orientação é resultado da sindicância conduzida por um escritório independente, que apurou irregularidades na utilização e exploração de um camarote durante o show da cantora Shakira.
Os principais nomes citados na investigação são Douglas Schwartzmann, que ocupava o cargo de diretor adjunto de futebol de base até 2025, e Mara Casares, então diretora feminina, cultural e de eventos do clube e ex-esposa do presidente Julio Casares. Ambos estão afastados de suas funções, e Mara também encontra-se licenciada do Conselho Deliberativo do São Paulo.
A sindicância foi instaurada após a divulgação de um áudio obtido com exclusividade pelo ge, no qual os então diretores admitem a utilização irregular do camarote e fazem referência direta ao ganho financeiro obtido no episódio. Na gravação, os envolvidos afirmam que o uso do espaço ocorreu de maneira “não normal” e que “todo mundo ganhou”, reforçando as suspeitas de comercialização clandestina.
De acordo com o relatório final da sindicância, além de Douglas Schwartzmann e Mara Casares, todos os contratos que tiveram participação de Rita de Cassia Adriana Prado, apontada como intermediária no esquema, também deverão passar por revisão. A apuração concluiu que houve, de fato, irregularidades nos negócios realizados.
O documento ainda recomenda que Douglas e Mara recebam a pena máxima prevista no regimento interno do clube no âmbito da Comissão Disciplinar e de Ética. Pelo artigo 10 da Seção IV do estatuto, a prática de “ato de gestão irregular ou temerária”, conforme previsto na legislação vigente, pode resultar na eliminação do quadro associativo, ou seja, na exclusão do Conselho Deliberativo do São Paulo.
O camarote que originou a investigação é identificado internamente como o “3A”, localizado no setor leste do Morumbis. Em documentos do clube, o espaço consta como “sala presidência”, ficando em frente ao escritório de Julio Casares e sendo utilizado para reuniões institucionais e entrevistas.
Segundo os autos e o áudio analisado, o direito de uso do camarote foi repassado pelos dirigentes a Rita de Cassia Adriana Prado, responsável por explorar comercialmente o espaço. Os ingressos teriam sido vendidos por valores que chegaram a R$ 2,1 mil cada, e apenas com o camarote 3A o faturamento estimado foi de R$ 132 mil.
Em outros trechos da gravação, Douglas Schwartzmann demonstra preocupação com possíveis consequências internas e cita que outros dirigentes estariam cientes da situação. Em determinado momento, ele admite que também obteve ganhos com o repasse do camarote, reforçando a gravidade do conteúdo revelado.
O caso segue sendo analisado pelos órgãos internos do São Paulo e pode resultar em punições severas aos envolvidos, além de impactos institucionais mais amplos. O SPFC.net continuará acompanhando o desdobramento da sindicância e das decisões da Comissão Disciplinar e de Ética do clube.
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Tem que excluir esses parasitas. São pessoas non gratas ao spfc
A gestão de Aidar, Leco e Casares, afundaram o SPFC, hoje só tem notícias de fraudes, dividas, se este ano cair para a série B do paulista e do campeonato brasileiro, gostaria de saber qual diretor vai botar a cara a tapa e assumir esse desastre?
Se continuar assim o São Paulo vai fechar
O SPFC virou um esgoto, cheira a ***** cabaram com o clube
Tem que mandar pra cadeia esse parasitas que estão acabando com o São Paulo.