Como o Santos, aos poucos o SPFC se cansou de Ganso.

Como o Santos, aos poucos o SPFC se cansou de Ganso.

milicotricolor

E admite que errou ao gastar R$ 24 milhões com ele.

O clube promete entrar na justiça pra não ter mais 10% do jogador.

Muricy quer outro meia. A Seleção o esqueceu. Ele não reage,

Parece que não tem alma de jogador de futebol.

"O Pirlo parece que não corre, mas corre. E depende da posição, o Pirlo joga mais atrás. Se o Ganso jogasse na frente da defesa, tudo bem. Mas ele joga mais adiantado. Na Europa, a marcação é muito forte nessa zona que o Paulo Henrique Ganso joga. Ou fica mais dinâmico, ou fica mais difícil.
(...)"Eu acho que o Ganso tem muito talento. Mas, para mim, anda um pouco devagar dentro do campo. E com esse ritmo, não vai dar na Europa."

Simples, curto, direto, sincero.

Foi assim que Seedorf se referiu ao agora camisa 10 do São Paulo.

Essa foi a sua opinião antes de sair do Brasil para treinar o Milan.

O conceito do holandês foi o resumo de quase dois anos de observação.

Seedorf não só acabou com a empolgação de Galvão Bueno no Sportv.

Mas resumiu o que empresários que negociam com a Europa pensam.

E sofrem desde que ele surgiu ao lado de Neymar no Santos em 2009.

São quase cinco anos de frustração ao tentar empurrá-lo ao Velho Continente.

Os agentes já tentaram mostrá-lo como novo Zidane, novo Pirlo.

Mas a ingenuidade não frequenta o futebol há dezenas de anos.

Os lances brilhantes apenas não seduzem mais.

Os compradores de equipes europeias passam meses nos países vendedores.

Ou sejam observam partidas e mais partidas de atletas importantes.

Vários já desperdiçaram seu tempo vendo Ganso.

A expectativa vira desperdício logo.

Ele é capaz de fazer um, dois lances interessantes, diferenciados.

E o restante do jogo passa como um zumbi, vagando pelo gramado.

Sem construir, sem combater, sem abrir espaço, sem infiltrar.

Dando a nítida impressão que a partida não lhe interessa.

Ganhar, perder, empatar não muda nada na sua vida.

Se curva diante de qualquer marcação individual.

Seu talento é sufocado.

Para desespero dos treinadores e dos torcedores do time que defende.

Passa a terrível sensação de um casamento falido.

Onde o marido acorda todo o dia esperançoso.

Desejando ardentemente que a esposa esteja diferente.

Mais animada, alegre, companheira.

Só que basta abrir os olhos e a sensação de frustração domina sua alma.

Ela está fria, fazendo as coisas sem emoção, como obrigação.

Fica a seu lado por ficar.

A dor gela os ossos, provoca vergonha silenciosa.

Incapaz de revelá-la ao melhor amigo.

A tristeza é sua.

E resignado, ele espera por outra e outra manhã.

Mas nada muda.

A comparação vale a cada partida de Paulo Henrique.

Os são paulinos passam exatamente pelo que passaram os santistas.

Têm a sensação de que um craque veste a sua camisa dez.

Mas parecem perseguir uma miragem.

Em lances raros ele mostra o dom que Deus lhe deu.

Mas não consegue ter sequência e logo volta a deixar seu time com um a menos.

Isso porque não enfrenta os melhores marcadores do mundo.

Não está disputando a Champions League, o Campeonato Italiano, Alemão, Inglês.

Nem o Brasileiro.

Fracassa no insignificante Campeonato Paulista.

Equipes de aluguéis, montadas nas férias dos jogadores conseguem pará-lo.

Ney Franco, Muricy, Mano Menezes e muito outro treinadores se desesperaram.

Fizeram de tudo para tentar despertá-lo.

Mostraram vídeos, conversaram sobre o futuro, a chance de ter uma carreira brilhante.

Ser milionário na Europa, disputar Copa do Mundo, fazer história.

Mas também gritaram, exigiram, foram duros, ameaçaram com a reserva eterna.

Não adiantou.

A reação foi a mesma.

Ganso promete que vai melhorar e logo acaba se acomodando em campo.

A sua origem foge à da maioria dos jogadores de futebol.

Ele não era pobre, arrimo de família, nada disso.

Nascido em Ananindeua no Pará, seu pai trabalhava na Petrobrás.

Garantiu à família uma vida tranquila para a pequena cidade.

O jovem Henrique era conhecido no bairro Cidade Nova II.

Pela timidez e pelo talento com a bola nos pés.

Jogava porque gostava, mas nunca foi fixação virar profissional.

Ele viveria o resto da vida feliz com sua vida pacata e estável.

Só que o talento o levou até Belém, jogar futebol de salão no Tuna Luso.

Mas logo seu potencial foi visto por Giovanni.

Diziam que havia um novo ''Messias'' no Pará.

O ex-ídolo santista gostou do que viu.

Ganso foi pressionado pela família e pelo ex-jogador.

Tinha de atuar profissionalmente, ser milionário.

Pouco importava se estava na sua personalidade.

Foi viver sonhos de outras pessoas.

Giovanni o levou para a Vila Belmiro.

Avisou que, como ele, era muito bom com a bola, mas tímido.

Logo o grupo DIS se aproximou do jogador.

E houve um rompimento dramático envolvendo dinheiro.

Giovanni disse que os 7,5% dos direitos do atleta viraram 0,75%.

Se sentiu enganado, mas não quis brigar na justiça.

Magoado, abriu mão de qualquer percentual do meia.

Hoje nem se falam.

Ganso ficou com a fama de virar as costas ao seu descobridor.

O grupo DIS comemorava ter 45% dos direitos do atleta.

Enquanto preservava Neymar, o Santos tentou empurrar o meia para a Europa.

O jogador não se conformava com o tratamento diferenciado que recebia.

Sentia que seu grande parceiro era privilegiado com todo marketing.

E por causa de suas contusões não tinha tanto apoio.

Ele fez três operações delicadas nos joelhos.

Exames mais modernos do planeta foram feitos pelo São Paulo.

E ficou constatado que ele poderia jogar sem o menor problema.

O entrave era o trauma das divididas e até o medo de chutar que tinha.

Os fisioterapeutas, fisiologistas e médicos mostraram a ele que tudo estava bem.

E ele agora teria de justificar os R$ 24 milhões que o São Paulo gastou.

Para ter apenas 45% dos seus direitos.

O que era um motivo de orgulho para Juvenal logo virou preocupação.

Nada do meia se impor em campo, se assumir como grande jogador.

Ney Franco avisou o presidente que seu estilo lento não combinava.

Não com a velocidade de Jadson.

E preferia deixar o ex-santista de fora.

Esse foi um dos motivos de sua demissão.

Ganso teve todo o apoio de Paulo Autuori.

Mas não rendeu.

E agora Muricy se desespera para que seja o atleta que precisa.

Só que o grupo DIS já percebeu.

O sonho de faturar muito dinheiro com seu atleta já não existe.

E promete ir na Justiça receber R$ 5 milhões.

O motivo é constrangedor.

Quer obrigar o São Paulo a cumprir uma cláusula no contrato do atleta.

Ela já dava pista que que os empresários o querem repassar.

Se atuasse em 70% dos jogos em 2013, o clube compraria mais 10% dos seus direitos.

Pelas contas do grupo foram 79,5% dos jogos.

Mas o clube afirma que amistosos não contam.

E só partidas oficiais e elas somam 68%.

O DIS promete processar o São Paulo para ficar com mais uma parte do atleta.

Situação surreal e inacreditável para quem o viu surgir no Santos.

Enquanto isso, Muricy já pediu a Juvenal para trazer Wagner do Fluminense.

Precisa de um outro meia canhoto, habilidoso.

Não para servir de sombra.

Mas para ser titular do time.

O treinador está cansado de cobrar Paulo Henrique.

Juvenal demorou mas percebeu que a contratação está se mostrando um erro.

As palavras de Seedorf reverberam no Morumbi.

Dificultaram ainda mais a vida dos empresários que sonham em vender Ganso.

No CCT ontem na Barra Funda ele ouviu Muricy o cobrar publicamente.

Constrangido, tentou brincar com o treinador.

"Valeu, professor", deixou escapar.

Ele sabe o quanto sua passagem está decepcionante no Morumbi.

Seu nome deixou há muito tempo de ser cotado na Seleção.

Verá a Copa do Mundo das arquibancadas se quiser.

A sensação de todos que o cercam já passou da decepção.

É a mais pura frustração.

Parece que o menino tímido de Ananideua errou.

Estaria mais feliz trabalhando na Petrobrás.

E aos fins de semana daria seu show jogando pelada com amigos.

Só está claro.

Não deixaram o menino Henrique fazer o que queria.

O sonho de ser um grande craque mundial nunca foi seu.

Por isso tanta acomodação.

Está milionário mas infeliz.

Passa a sensação que está na profissão que não escolheu.

Foi escolhido...

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