O presidente Harry Massis decidiu adiar a escolha de um novo executivo de futebol e manter Rafinha no comando do departamento, pelo menos até o fim da semana. O ex-jogador, que vinha atuando como gerente esportivo, passa a acumular funções antes exercidas por Rui Costa, demitido recentemente. Ao lado dele, o advogado Felipe Carvalho também ganha protagonismo, formando uma dupla responsável por conduzir negociações e questões burocráticas do clube.
Enquanto isso, Massis se reúne com grupos políticos para avaliar alternativas e ouvir até opositores, buscando uma solução definitiva para o cargo. O presidente já sinalizou que não pretende recorrer a um diretor estatutário, como ocorreu em gestões anteriores, e prioriza a contratação de um executivo profissional.
Por que aconteceu
A saída de Rui Costa deixou o São Paulo sem liderança clara no futebol. Para evitar paralisação em negociações importantes, Massis optou por dar mais poder a Rafinha e Felipe Carvalho. O ex-jogador tem boa relação com o elenco e já vinha atuando como elo entre diretoria e atletas, enquanto Carvalho conhece profundamente os contratos e rotinas administrativas do clube.
Além disso, o momento exige cautela. O São Paulo vive crise financeira e política, e a escolha de um novo executivo precisa ser estratégica. A diretoria também mantém conversas com Edmílson, pentacampeão mundial em 2002 e ex-zagueiro do Tricolor, que foi sondado para assumir o cargo até o fim do mandato de Massis.
O que muda para o clube
Com Rafinha no comando, o São Paulo mantém a continuidade das negociações em andamento. Isso inclui possíveis reforços para a janela de transferências e renovações contratuais. Para Dorival Júnior, a presença de Rafinha garante interlocução direta com a diretoria, evitando atrasos em decisões que impactam o elenco.
Felipe Carvalho, por sua vez, passa a ter voz mais ativa em momentos decisivos. Antes responsável apenas por contratos e questões burocráticas, agora participa das definições estratégicas. Essa mudança pode trazer maior agilidade, mas também aumenta a responsabilidade da dupla em um momento de pressão por resultados.
Para o torcedor, a indefinição gera expectativa e preocupação. A manutenção de Rafinha é vista como solução temporária, mas a escolha definitiva de um executivo será fundamental para dar estabilidade ao clube.
Próximos passos
O São Paulo deve seguir com Rafinha e Felipe Carvalho no comando até que Massis defina o novo executivo. As conversas políticas continuam, e Edmílson aparece como opção, embora ainda não tenha dado resposta ao convite. A expectativa é que uma decisão seja tomada nas próximas semanas, antes da abertura oficial da janela de transferências.
Enquanto isso, o clube segue ativo no mercado e precisa equilibrar contratações com a realidade financeira. Para Dorival, o desafio será manter o elenco competitivo mesmo em meio às indefinições administrativas. Para o torcedor, os próximos dias serão decisivos para entender se o São Paulo conseguirá reorganizar seus bastidores e dar tranquilidade ao time dentro de campo.
Edmilson é o cara para ocupar este cargo, é inteligente, responsável e honesto.
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