'Não tem de ser bonito. Tem de ser guerreiro'

Herói nas duas primeiras conquistas da Libertadores do SP, Zetti crê na classificação às oitavas

Fonte Diário de São Paulo
Zetti: 'Tenho a impressão de que o planejamento não foi o adequado'
Quando defendeu o pênalti cobrado por Gamboa, na decisão da Libertadores de 1992, Zetti não garantiu, apenas, o primeiro título continental do Tricolor. Na prática, ele inaugurou uma era na qual os clubes brasileiros passaram a conferir grande importância à conquista da América. No Morumbi, em particular, ganhar a Libertadores se tornou obsessão. Junto com os três troféus sul-americanos — o último deles erguido em 2005 —, surgiu a tradição segundo a qual o São Paulo sempre entra na Libertadores para ser campeão. Uma escrita posta em xeque pelo time atual, que corre o risco de ser eliminado hoje. Zetti ainda crê na classificação. “Mas a equipe tem de ser mais guerreira”, diz. Leia trechos da entrevista:
DIÁRIO_ Acredita na classificação do São Paulo?
ZETTI_ Acredito. Não gosto dessa história de um time depender de outro resultado, mas vejo a vaga como algo possível. O São Paulo tem de fazer a sua parte. Entrar em campo para uma final. Mas lamento que a equipe não dependa só dela.
Por que o time chega à última rodada da fase de grupos correndo o risco de cair?
É difícil dizer. Tenho a impressão de que o planejamento não foi o adequado. Além disso, a suspensão do Luís Fabiano atrapalhou demais. Contra o Strongest-BOL, o time criou muitas chances, mas não as converteu em gols.
Como explicar a diferença entre o rendimento do Tricolor no estadual e na Libertadores?
Acho o grupo do São Paulo muito bom. Mas, na minha opinião, tem faltado um pouco daquele espírito guerreiro. Na Libertadores, não tem de ser bonito. Tem de ser guerreiro. O São Paulo fez bons jogos, mas deixou o resultado escapar.
O Tricolor bicampeão da Libertadores em 1992 e 1993 também era um time técnico...
Em termos. Era um time com jogadores técnicos, que encarnaram o espírito da competição. Nosso time era mais eficiente do que técnico. Não tínhamos a preocupação de entrar para jogar bonito.
Às vezes, o torcedor pega no pé do Ganso, por achar que ele não se dedica como poderia...
É o estilo dele de jogar. Não dá para mudar. O Jadson e o Maicon também são atletas técnicos... Acho que o time teve muitas mudanças. Jogadores de potencial não tiveram sequência ou caíram de rendimento.
Confia na chamada mística do São Paulo na Libertadores?
O futebol tem dessas coisas. Às vezes, um time que está mal consegue a volta por cima. E o São Paulo se acostumou a tratar a Libertadores com seriedade.
O objetivo declarado do Rogério é ser campeão da América em seu provável último ano como profissional. Acha que uma eliminação precoce o deixará desconfortável?
Não deveria. Ele já está na história do São Paulo. Claro que seria o máximo se despedir do futebol com um título, mas um insucesso não vai manchar uma carreira tão importante.
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