A diretoria são-paulina ficou aliviada com a entrevista coletiva de Emerson Leão sobre sua demissão. Os cartolas temiam que o treinador desandasse a falar mal do clube. Porém, o técnico se controlou e adotou um estilo curto e grosso na opinião de seus ex-chefes.
O medo era de que Leão jogasse no ventilador as mazelas do Morumbi. Além de deixar embaçada a imagem do São Paulo, uma lavagem de roupa suja agora poderia espantar técnicos pretendidos pelo clube.
E Leão certamente tem na memória casos indigestos para Juvenal Juvêncio e sua diretoria. Bastaria remexer no episódio da retirada de Paulo Miranda da concentração. Ou falar de como os cartolas pouco conversavam com ele, preferindo mandar um funcionário do clube repassar as ordens. Ou ainda de seus pedidos não atendidos.
Se tivesse levado o primeiro tapa de Leão, a diretoria provavelmente não ofereceria a outra face. Poderia responder tornando públicos pedidos do treinador considerados absurdos e se queixando de seus métodos de trabalho.
No final, a cartolagem avaliou que Leão ponderou não ser de bom tom brigar em público em fase de procurar emprego novo. E não seria confortável para ele disparar contra o clube numa entrevista da no CT tricolor, vestido com a camisa do time.
