Após chuva de protestos, interino do São Paulo pede paciência com "jovens"

Milton Cruz diz que time tricolor está "em formação" e usa como exemplo a equipe campeã mundial em 2005

Fonte IG

O São Paulo sofreu uma verdadeira chuva de protestos no último sábado, antes, durante e depois da derrota por 1 a 0 para a Portuguesa, no Canindé. Jogadores consagrados, como o atacante Luis Fabiano, foram chamados de "pipoqueiros" e "amarelões" pela torcida. Nem o então auxiliar Milton Cruz, que esteve ao lado do ex-técnico Emerson Leão no jogo, escapou da ira dos torcedores. Sem se abater, o agora treinador interino reclama da falta de paciência. Segundo ele, o time do São Paulo ainda é muito jovem e está "em formação".
"A equipe é jovem, tem média de idade de 23 anos, contra 28 do Corinthians, 27 do Santos e Palmeiras. É um time que está sendo formado, requer paciência com o treinador que for vir, tanto da torcida quanto da diretoria. A torcida quer títulos, a diretoria também e a comissão técnica também, mas nem sempre é possível. Não podemos queimar esses jovens, pois é um time talentoso, de muito futuro. Falta só ajeitar umas duas, três peças", defendeu o treinador, que usou como exemplo a equipe tricolor de 2005, campeã da Libertadores e do Mundial de clubes.

"O time que foi campeão em 2005 começou a ser montado em 2003. Em 2004, perdemos (na semifinal da Libertadores) para o Once Caldas e todo mundo cobrou muito, mas em 2005 fomos campeões, pois vieram algumas peças que ainda estavam falntando. E o time de 2005 deu frutos que colhemos até 2008", disse Milton Cruz, em referência ao tricampeonato brasileiro conquistado pelo São Paulo.
O técnico interino também aproveitou para se defender dos protestos dos torcedores no último sábado, principalmente da faixa que questionava: "Milton Cruz, olheiro e observador ou agente de jogador, isso pode?". Segundo o comandante, até o ídolo Telê Santana já fez contratações equivocadas.
"Não foi a torcida (que protestou), foram três, quatro membros que foram lá, não sei nem o motivo. Mas é o futebol... Quantos jogadores feras passaram aqui, foram vaiados e deram a volta por cima? Eu saio na rua e a torcida sempre me incentiva, pedem pra eu assumir (como técnico). Tenho crédito com a torcida, tenho a confiança da diretoria, todos sabem do meu passado. Não tenho rabo preso com ninguém. Posso errar em contratação, como muitos que passaram aqui erraram, até o Telê (Santana). Às vezes as apostas não dão certo, mas o intuito é deixar a torcida feliz, como foi em 2005. Tenho crédito com a torcida, não é por causa de três ou quatro membros que vou me abalar", afirmou.
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