Quem ouve o discurso de Rivaldo, por instantes, pensa estar diante de um jovem atleta em início de carreira. Com a humildade que sempre o acompanhou na carreira, o veterano, de 39 anos, fala sobre a titularidade garantida no próximo jogo, contra o Internacional, como se fosse algo inédito e novo em sua vida. A saída do ex-técnico Paulo César Carpegiani deu um alívio e tanto para o meia que, visivelmente, mais tranquilo e sereno sem o desafeto no dia a dia, discursa como se não tivesse mais de 20 anos de carreira e passagens épicas por gigantes do futebol como Palmeiras, Barcelona, Milan, seleção brasileira...
“Todo mundo que vem falar comigo está feliz por mim, falando que tinha chegado a minha hora. Foi só ter paciência e seguir trabalhando que a oportunidade apareceu”, ressaltou um radiante jogador, deixando de lado a experiência de ser um veterano e falando como se fosse a maior chance da vida.
Contudo, por mais que o momento seja o mais favorável desde sua chegada ao Morumbi — em janeiro —, Rivaldo não deixa de ressaltar que os cinco meses em que conviveu com Carpegiani foram os mais difíceis de sua carreira toda.
“O que eu passei, pela minha história, por tudo que eu fiz no futebol, foi duro. Você passar cinco meses e não ter a oportunidade de jogar é ruim. Chegava em casa triste comigo mesmo porque não tinha chance. Agora espero segurar (a titularidade), estou feliz e quero jogar bem”, afirmou o camisa 10, que ao lado de Rogério Ceni, tem servido como auxiliar do interino Milton Cruz dentro de campo.
Vivendo a expectativa que nem garotos como Lucas e Casemiro sentem mais, Rivaldo encerra o papo mostrando a sua ‘juventude’. “Sou simples, tranquilo e só quero ajudar”.
