O debate sobre a transformação do São Paulo Futebol Clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ganhou um capítulo inesperado e juridicamente agressivo nesta semana. O empresário Diego Fernandes — conhecido por sua articulação em grandes negócios do futebol, como a vinda de Carlo Ancelotti para a Seleção — lançou um abaixo-assinado que visa utilizar o "poder máximo e soberano" dos associados para decidir o futuro administrativo do clube, ignorando a necessidade de aprovação prévia pelo Conselho Deliberativo.
A estratégia fundamenta-se nos Artigos 41, 43 e 45 do estatuto social do São Paulo. Diferente de outros processos que ficam "travados" nas comissões do Conselho, o movimento busca convocar uma Assembleia Geral Extraordinária. Para que isso ocorra, o grupo precisa coletar assinaturas de pelo menos 20% (um quinto) dos associados titulares com direito a voto. Atualmente, com um quadro de aproximadamente oito mil sócios, o objetivo é atingir a marca de 1,6 mil assinaturas.
A Hierarquia dos Poderes no MorumBIS
O ponto central da tese de Diego Fernandes é que o estatuto coloca a Assembleia Geral acima de qualquer outro órgão interno. Ao contrário das votações no Conselho Deliberativo, que para temas como a SAF exigem um quórum qualificado de 75% de aprovação, a Assembleia Geral pode decidir por maioria absoluta.
Poder Soberano: O Artigo 41 define a Assembleia como o poder máximo dos associados.
Competência Direta: O Artigo 43 detalha que cabe à Assembleia "decidir sobre a transformação do SPFC em sociedade empresária".
Independência: Fontes da diretoria do próprio Conselho confirmaram que, se a Assembleia for convocada e deliberar sobre o tema, não há obrigatoriedade estatutária de que a pauta retorne para aprovação dos conselheiros.
O movimento será oficialmente detalhado durante o SPDay, um evento que promove painéis técnicos e diagnósticos sobre a saúde financeira e institucional do Tricolor. Diego Fernandes já havia tentado abrir diálogo com o presidente Harry Massis sobre a interlocução com investidores estrangeiros, mas, diante da falta de resposta da cúpula, optou por mobilizar a base de sócios do clube social.
O Impacto Político e o Caminho Jurídico
Caso o abaixo-assinado alcance o número necessário de assinaturas, o pedido deve ser encaminhado ao Presidente do Conselho Deliberativo, que terá o dever de verificar a regularidade das assinaturas. Se validado, o edital de convocação deve ser publicado, abrindo caminho para uma votação histórica.
O cenário coloca a atual diretoria em uma posição delicada. Enquanto o técnico Roger Machado tenta estabilizar o time em campo, os bastidores fervem com a possibilidade de uma mudança estrutural profunda. Para os defensores da SAF, o modelo é a única saída para a dívida histórica do clube; para os críticos, a manobra é vista como uma tentativa de retirar o poder de fiscalização dos conselheiros eleitos.
Palavras-chave: São Paulo FC, SAF, Diego Fernandes, Estatuto do São Paulo, Assembleia Geral, Conselho Deliberativo, Harry Massis, Notícias do São Paulo, SPDay, Política no Futebol.
Movimento por SAF no São Paulo tenta contornar Conselho através de Assembleia de Sócios
O empresário Diego Fernandes lançou uma ofensiva para transformar o São Paulo FC em SAF. Através de um abaixo-assinado, ele busca reunir 20% dos sócios para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária, utilizando uma brecha no estatuto que ignora o quórum de 75% do Conselho.
28 de Abril de 2026
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Poder de fiscalização não, tirar o poder dos conselheiros continuar sugando o time!