O São Paulo Futebol Clube enfrenta um cenário financeiro complicado, acumulando cerca de R$ 12 milhões em dívidas referentes a seus últimos dois treinadores, Luis Zubeldía e Hernán Crespo. Essas obrigações financeiras se tornam mais evidentes em um momento em que a equipe busca reerguer-se sob a direção de Roger Machado, com um passado tumultuado insistindo em permanecer no panorama atual.
A recente análise das contas relativas ao exercício de 2025 revelou um déficit de R$ 7 milhões sem justificativas claras, resultando na reprovação do relatório pelo Conselho Deliberativo. A falta de transparência atrai riscos adicionais à gestão do Tricolor e à imagem institucional do clube diante de seus torcedores e stakeholders.
Com relação a Luis Zubeldía, as contas indicam um passivo de R$ 7,5 milhões, não se limitando à multa rescisória, mas incluindo valores extras conectados ao treinador e sua equipe técnica. No entanto, a contratação de Hernán Crespo ocorreu antes da resolução total da situação de Zubeldía, revelando falhas na organização interna e na gestão do processo de transição de treinadores.
Crespo permaneceu no comando por oito meses e, ao ser dispensado, deixou uma pendência adicional de R$ 4,5 milhões em rescisão. Essa continuidade de dívidas com ex-treinadores evidencia uma abordagem reativa na gestão técnica, onde a troca de comando não parece ser suficiente para solucionar os problemas financeiros.
Diante da pressão exercida por diversas correntes internas, a diretoria optou por manter Roger Machado no cargo. As vitórias recentes em partidas contra O’Higgins e Mirassol proporcionaram um alívio momentâneo, mas o clube precisa confrontar a matemática que envolve as demissões e suas respectivas multas rescisórias.
A dispensa de Roger acabaria gerando mais uma obrigação financeira, com uma multa rescisória estimada em R$ 2 milhões. Essa decisão se revela menos uma escolha técnica e mais um cálculo necessário diante do atual déficit financeiro, desenhando uma situação onde a gestão de elenco e as escolhas de comando têm implicações diretas na saúde financeira do clube.
O São Paulo agora caminha em uma linha tênue entre a necessidade de resultados imediatos e a urgência de uma reestruturação financeira. As próximas partidas se mostram cruciais para a manutenção do projeto sob Roger Machado, ao passo que a pressão de torcedores e da própria diretoria se intensifica em busca de soluções eficazes.
Zubeldia foi ele que pediu demissão então nao tem que pagar multa .