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O São Paulo retormou a liderança do Paulistão e deu espetáculo na última partida, contra o Santo André. O bom futebol despertou os saudosistas, que viram nos jogadores de hoje os craques de ontem. Os mais otimistas acreditam que Lucas, Casemiro e Willian José estão fadados a se transformar nos novos Menudos do Morumbi.
A reedição do time de 1985, campeão paulista contra a Portuguesa, ganhou vida quando Lucas, ao melhor estilo Muller, encantou o público com arrancadas em alta velocidade. Casemiro, volante de toque de bola refinado, faz lembrar Silas. Já Willian José incomoda os zagueiros adversários tanto quando Sidney incomodava.
Até os mais experientes daquele esquadrão têm suas semelhanças com os jogadores de hoje. Careca era um artilheiro, assim como Luís Fabiano. Falcão, por sua vez, chegou ao clube para se aposentar e esquentou o banco, da mesma forma que Rivaldo. Cilinho e Carpegiani, técnicos que apreciam uma inovação tática, também compartilham coincidências.
No entanto, os jovens jogadores do Tricolor - em sua maioria com menos de 20 anos - nem haviam nascido na época em que Careca e companhia alegravam a torcida. Naturalmente, eles pouco sabem sobre o grupo que inspirou o apelido daquela geração. "É um grupo de música? Eu não conheço", afirma Casemiro. "Não sei bem qual estilo eles tocam, só ouvi falar do time", diz Willian José.
Curiosos com as comparações, alguns são-paulinos procuraram mais informações sobre os antecessores. "Vi os vídeos do Careca jogando na internet. Ele era bom demais. É um prazer enorme ser comparado a um time cheio craques como aquele", vibra Willian.
Um dos mais jovens do time e uma das apostas de Carpegiani, o zagueiro Luiz Eduardo também ficou feliz com as alusões ao time de 1985. Só lamentou a escolha musical feita na época. "O Exaltasamba poderia ser o grupo para embalar o time atual", brinca o defensor.
Análise
Careca, centroavante tricolor de 1985
'Há semelhanças entre os times'
O São Paulo de 1985 jogava em ritmo de música. Na hora de fazer gol, não tínhamos problema. Éramos unidos e conscientes do nosso potencial. A gente também se dava muito bem fora de campo. O Falcão chegou com fama, em recuperação de lesão e ficou no banco de reservas. Mas ele era gente boa e não reclamava. Já o Cilinho era um dos melhores técnicos da época. Com ele não tinha frescura. Há semelhanças entre os times, mas acho complicado fazer comparações porque são épocas diferentes. Como em 1985, agora o São Paulo buscou novos talentos e investiu. Acho também que o Luís Fabiano tem um estilo parecido com o meu. Ele é guerreiro, não desiste nunca, finaliza bem e chuta com as duas pernas.
