Harry Massis Júnior, atual presidente interino do São Paulo, decidiu inicialmente não implementar reformas administrativas drásticas no clube. Durante um encontro realizado no Centro de Treinamento da Barra Funda, ele se reuniu com diretores, como Rui Costa e Márcio Carlomagno, e comunicou que, neste primeiro momento, não haverá mudanças significativas nas diretrizes da administração.
Massis tem defendido paciência neste período inicial e está se esforçando para se reaproximar dos bastidores do clube, após um tempo de afastamento. Ele tem se encontrado constantemente com os diretores para discutir as prioridades e os caminhos que a gestão deve seguir.
Apesar de sua abordagem cautelosa, há pressão por parte de conselheiros de oposição que enviaram uma lista solicitando a demissão de diversos diretores e gerentes. Entre os nomes mencionados, destacam-se o superintendente geral Márcio Carlomagno e o diretor financeiro Sérgio Pimenta, entre outros. A maioria das vozes opositoras acredita que Massis deveria promover uma "limpa" nos departamentos, uma estratégia para se distanciar da gestão de Julio Casares, que está afastado.
Ainda assim, a execução de tal estratégia está, por ora, descartada. Massis planeja manter conversas com conselheiros ao longo da semana para entender quais são as prioridades dos diferentes grupos políticos dentro do clube.
A situação em torno de Julio Casares ainda não se resolveu oficialmente. Ele foi afastado por decisão do Conselho Deliberativo, porém sua destituição final dependerá de uma Assembleia Geral dos sócios, que deve ocorrer dentro de um prazo de 30 dias. Até lá, a incerteza segue afetando o cenário administrativo do São Paulo, e Harry Massis Júnior enfrenta dificuldades para implementar mudanças mais profundas devido a esse contexto indefinido.