Há exatos dez anos, em março de 2001, Luis Fabiano, então com apenas 20 anos, também chegava ao Morumbi, emprestado pelo Rennes, da França, com o valor de sua transferência em definitivo fixado em então astronômicos 4 milhões de dólares.
“Se chegar no fim do ano e eu não estiver fazendo gol, o São Paulo desiste de mim”, chegou a dizer o jogador durante uma entrevista à revista Placar, logo após sua chegada. Mas não havia motivo para temor: ele acabou ficando, para se transformar no 12º maior artilheiro da história do clube, com 118 gols, e no segundo maior em média de gols marcados por partida (0,73). Nesse último quesito, está atrás apenas de Friedenreich, que pelo velho São Paulo “da Floresta”, fundado em 1930, fez 106 gols em 127 jogos (média de 0,83 gol por partida).
No começo de sua carreira, na Ponte Preta, onde jogou entre 1997 e 2000, Luis Fabiano era conhecido apenas como Fabiano. Virou Luis Fabiano no São Paulo, que já tinha o meia Fabiano Pereira e o atacante Fabiano Souza.
Luis Fabiano foi o artilheiro da Ponte na Copa São Paulo de 2000, com 6 gols. Mas a primeira vez em que chamou a atenção da mídia foi por sofrer uma convulsão em campo, após chocar-se com o adversário Tiago durante o jogo Ponte Preta 2 x 3 Palmeiras, em 14 de maio de 2000. Levado para uma clínica em Campinas, o jogador permaneceu internado por um dia e meio. Foi constatado um edema cerebral, que acabou desaparecendo.

Foto: Eduardo Viana